Há ‘muitos sinais’ de que Khamenei está morto, diz Netanyahu

JERUSALÉM, 28 FEV (ANSA) – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que há “muitos sinais” de que o guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu durante os ataques conjuntos com os Estados Unidos contra alvos políticos e militares do regime no país persa.   

“Nesta manhã, em um poderoso ataque surpresa, o complexo do tirano Ali Khamenei no coração de Teerã foi destruído”, afirmou o premiê em um pronunciamento à nação neste sábado (28).   

“E há muitos indícios de que esse tirano não está mais vivo”, acrescentou Netanyahu.   

Khamenei, 86 anos, é o guia supremo do Irã desde 1989, quando substituiu o aiatolá Ruhollah Khomeini, líder da Revolução Islâmica de 1979.   

O clérigo é a principal figura política, religiosa e até militar do país persa, exercendo o papel de comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, o poderoso braço ideológico das Forças Armadas, responsável por proteger o regime dos aiatolás, pela repressão a dissidentes e por financiar aliados no exterior.   

O Irã não confirmou os rumores sobre a morte de Khamenei, e o ministro das Relações Exteriores de Teerã, Abbas Araghchi, disse apenas que, pelo que ele sabia, o guia supremo estava vivo.   

Já o jornal israelense The Jerusalem Post publicou que o genro e a nora de Khamenei foram mortos, mas também não há confirmação oficial até o momento. Em seu discurso televisionado, Netanyahu ainda garantiu que os ataques contra o Irã durarão “o tempo que for necessário”. (ANSA).