Interlocutores do Ministério da Fazenda avaliam que o economista Guilherme Mello sai mais fortalecido no governo, apesar do processo de fritura nos bastidores após o vazamento de que seu nome foi cogitado para uma das diretorias do Banco Central. A leitura dentro da pasta é que Mello ampliou sua influência ao deixar a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda para ser indicado à presidência do Conselho de Administração da Petrobras, além de assumir a secretaria-executiva do Ministério do Planejamento.
A indicação para o comando do conselho da estatal foi formalizada na última terça-feira, 7, enquanto a ida ao Planejamento foi confirmada na quarta-feira, 8. Na nova função, Mello será o número dois do ministro Bruno Moretti, que assumiu o posto após a saída de Simone Tebet, pré-candidata ao Senado por São Paulo.
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O que aconteceu
- Guilherme Mello assume posições estratégicas na Petrobras e no Ministério do Planejamento.
- O economista enfrentou desgaste por ter seu nome cotado para a diretoria do Banco Central.
- A chancela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi crucial para sua consolidação na equipe econômica.
Guilherme Mello enfrentou desgaste após ter seu nome ventilado para um posto na diretoria do Banco Central. As críticas, vindas do mercado financeiro, incomodaram interlocutores da Fazenda. Segundo pessoas próximas, há críticas recorrentes ao economista, inclusive pelo fato de ter apresentado resultados acima das projeções do mercado.
Para conter o desgaste, integrantes do ministério passaram a atuar para reforçar sua posição dentro do governo, apoiando sua indicação aos cargos no Planejamento e na Petrobras. A avaliação é que a chancela do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao nome de Mello foi determinante para consolidar seu espaço na equipe econômica.
Guilherme Mello na Petrobras
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu indicar o economista Guilherme Mello para a presidência do Conselho de Administração da Petrobras, em substituição a Bruno Moretti. A mudança ocorre após Moretti deixar o posto para assumir o Ministério do Planejamento e Orçamento, o que, pelas regras que regem estatais, impede a acumulação das funções.
Caso a nomeação se confirme, ele passa a ocupar uma posição estratégica dentro da principal estatal do país, responsável por decisões centrais como a aprovação do plano de negócios, escolha da diretoria e fiscalização da gestão.
No começo da semana, o conselho de administração da Petrobras elegeu Marcelo Weick Pogliese como presidente do colegiado, para substituir Bruno Moretti. A Petrobras disse que Pogliese permanecerá no cargo até assembleia geral convocada para o dia 16 de abril.