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Guia supremo do Irã chama de “grande erro” declarações do chanceler

Guia supremo do Irã chama de “grande erro” declarações do chanceler

O guia supremo do Irã, aiatolá Ali Khameneipublished by media outlets outside the country a week ago, provoking anger from conservatives. - KHAMENEI.IR/AFP


O guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chamou neste domingo de “grande erro” as declarações do ministro das Relações Exteriores que se vazaram na semana passada, nas quais criticava a influência do exército na diplomacia.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Mahamad Javad Zarif (moderado), fez as declarações durante uma conversa “privada” de três horas. Suas frases foram publicadas por meios de comunicação no exterior em 24 de abril e provocaram muitas críticas dos conservadores.

“A política do país é integrada pelas partes econômica, militar, social, científica e cultural, além das relações exteriores e a diplomacia”, afirmou Khamenei.

“Se uma contradiz a outra, não faz nenhum sentido. É um grande erro que nenhuma autoridade da República Islâmica deve cometer”, completou.

A gravação, “roubada”, segundo o governo iraniano, acirrou o debate antes das eleições presidenciais e coincidiu com as negociações em Viena para tentar salvar o acordo sobre o programa nuclear iraniano, assinado pelo Irã e várias potências em 2015.


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Khamenei não citou de maneira direta o vazamento nem o próprio Zarif, mas seus comentários eram uma referência clara ao chefe da diplomacia iraniana.

Além disso, o guia supremo enfatizou que “não há lugar no mundo em que a política externa seja elaborada pelo ministério das Relações Exteriores”. De acordo com ele, o aparato diplomático é apenas “o executor” das decisões tomadas a níveis superiores.

Na gravação, Zarif também mencionou o papel do general Qasem Soleimani, comandante da unidade de operações no exterior da Guarda Revolucionária, assassinado por um ataque de drone dos Estados Unidos no Iraque no início de 2020.

“Na República Islâmica, o âmbito militar manda. Sacrificaram a diplomacia em nome do campo militar, quando o âmbito militar deveria estar a serviço da diplomacia”, declarou Zarif na gravação, segundo o jornal New York Times.

Neste domingo, Zarif pediu “perdão” à família de Qassem Soleimani.

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