O governo da Colômbia informou nesta quinta-feira (29) que recebeu registros de 256 cidadãos mortos e 973 desaparecidos em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.
Os números foram divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores colombiano e refletem a participação de cidadãos do país sul-americano no conflito iniciado em fevereiro de 2022.
Segundo as autoridades, milhares de colombianos foram recrutados para atuar em operações militares no exterior.
O governo alertou para os riscos enfrentados por pessoas que aceitam propostas de trabalho relacionadas a conflitos armados internacionais.
Registros foram recebidos da Rússia e da Ucrânia
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia, dos 256 registros de mortes, 162 foram comunicados pela Ucrânia e 94 pela Rússia.
Entre os 973 desaparecidos, 676 registros foram recebidos do lado ucraniano e 297 do lado russo.
Os números representam notificações recebidas pelas autoridades colombianas e não necessariamente um levantamento independente de todas as vítimas.
O governo também destacou as dificuldades para obter informações sobre cidadãos que atuam em zonas de combate.
A falta de comunicação e as condições de segurança podem dificultar a localização de desaparecidos.
Experiência militar atrai recrutadores internacionais
A participação de colombianos em conflitos internacionais está relacionada, em parte, à experiência adquirida por militares e ex-militares durante décadas de conflito armado interno no país.
Essa formação tornou profissionais colombianos procurados para atividades de segurança e operações militares em diferentes regiões do mundo.
Na guerra da Ucrânia, cidadãos estrangeiros passaram a integrar forças envolvidas nos combates.
Entretanto, a atuação em territórios de guerra envolve riscos elevados, incluindo ferimentos, morte, desaparecimento e dificuldades de repatriação.
Governo alerta para ofertas de emprego no exterior
Pedro Agustín Roa, vice-ministro de Assuntos Migratórios da Colômbia, pediu que a população redobre os cuidados diante de propostas de trabalho fora do país.
O alerta é direcionado especialmente a ofertas relacionadas a atividades militares.
Segundo o representante do governo, pessoas que decidem participar de conflitos armados internacionais podem enfrentar limitações no acesso à proteção e à assistência consular.
As dificuldades aumentam em regiões onde há combates ativos ou restrições de deslocamento.
Famílias enfrentam dificuldades para obter informações
O elevado número de desaparecidos evidencia os desafios enfrentados por familiares que tentam localizar cidadãos colombianos envolvidos na guerra.
Em áreas de conflito, a identificação de vítimas e a confirmação de mortes podem depender de informações fornecidas por autoridades militares e governos estrangeiros.
O Ministério das Relações Exteriores colombiano acompanha os registros recebidos e reforça os alertas sobre os riscos de participação em guerras fora do território nacional.
O balanço divulgado nesta quinta-feira chama atenção para a dimensão internacional do conflito, que continua atingindo cidadãos de países distantes da região onde ocorrem os combates.
Da IstoÉ