Guerra no Irã desacelera indústria petroquímica no Japão e na Coreia do Sul

A indústria petroquímica do Japão e da Coreia do Sul, dois gigantes do setor, teve que reduzir sua produção porque o conflito no Oriente Médio perturba o fornecimento de um componente essencial.

A escassez de nafta – um derivado do petróleo, essencial para a fabricação de etileno, fundamental em todo tipo de produtos plásticos – corre o risco de provocar um efeito dominó em muitas indústrias.

O setor petroquímico do Japão e da Coreia do Sul, uma parte importante das economias de ambos os países, depende do Oriente Médio para seu fornecimento de nafta e, no caso do Japão, 74% de suas importações procedem dessa região.

No entanto, os fornecimentos estão se esgotando desde que o Estreito de Ormuz, uma via de navegação vital para os hidrocarbonetos, está praticamente paralisado.

O preço da nafta enviada à Ásia disparou 60% desde o início da guerra.

“Estimamos que os estoques de nafta estejam atualmente em torno de 20 dias” no Japão, a quarta economia mundial, advertiram na semana passada analistas da Nomura.

“Se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por duas a três semanas, isso poderá ter um grande impacto” na produção de nafta, acrescentaram.

Esse impacto já começa a ser sentido.

Metade das 12 plantas de etileno do Japão já reduziu a produção, informou a Bloomberg, apenas duas semanas após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã desencadearem a guerra.

Na terça-feira (17), o governo sul-coreano declarou que restringiria as exportações de nafta.

burs-jug/aph/pc/al/lm/aa

NOMURA HOLDINGS

MITSUBISHI CHEMICAL HOLDINGS CORPORATION

MITSUI CHEMICALS

LG CHEM