Guerra na Câmara

Crédito: Kleyton Amorim/GUSTAVO LIMA/Divulgação

COMEÇOU A CORRIDA Lira, Baleia Rossi e Pereira disputam a cadeira de Rodrigo Maia (Crédito: Kleyton Amorim/GUSTAVO LIMA/Divulgação)

Pelo menos dez deputados querem sentar na cadeira de Rodrigo Maia a partir de fevereiro do ano que vem. As chances maiores hoje são de três parlamentares que já colocaram o bloco na rua: Arthur Lira (PP-AL), Baleia Rossi (MDB-SP) e Marcos Pereira (Republicanos-SP). Lira, encrencado com a Justiça, tem apoio de Bolsonaro por ser o líder do Centrão. Baleia, com apoio de Maia, teria votos do DEM, MDB e PSDB. Já Marcos Pereira contaria com
os votos da bancada evangélica, calculada em 104 votos. Os 130 votos da bancada das esquerdas (PT, PDT, PSB, PSOL e PCdoB), podem ser o fiel da balança. É evidente que as esquerdas não ficarão com o candidato de Bolsonaro. Talvez fiquem com Baleia ou, quem sabe, lancem um outro candidato, tudo para derrotar de Bolsonaro.

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Fila

Há mais gente na fila. São, pelo menos, outros sete nomes: Aguinaldo Ribeiro, Marcelo Ramos, Capitão Augusto, Fabio Ramalho, Alessandro Molon, Marcelo Freixo e Tereza Cristina. A ministra da Agricultura teria que deixar o cargo e retornar à Câmara para ser a candidata dos sonhos de Bolsonaro, mas ela não quer. Esses sete são azarões.

Cadeira

Por que a cadeira de Maia é tão disputada? Simples: compete ao presidente da Câmara decidir quais matérias são colocadas em pauta. Se o presidente do Legislativo não quiser, a Reforma Tributária não anda. Mas cabe a ele, também, decidir se abre ou não processo de impeachment contra o presidente. Maia não quer. O novo presidente vai querer?

Força jovem

Sergio Frances

A disputa pela cadeira do atual prefeito do Recife, Geraldo Júlio, vai reunir uma turma jovem nos palanques eletrônicos. Serão candidatos a prefeito por lá os deputados Marília Arraes, Túlio Gadellha e João Campos. Arraes e Campos são primos e disputam o espólio do avô, Miguel Arraes. Já Gadelha desponta por ser namorado da apresentadora Fátima Bernardes. Jovens lideranças renovando a política pernambucana.

Rápidas

* O blogueiro Allan dos Santos fugiu para os Estados Unidos na tentativa de escapar dos processos que responde por fake news e atos antidemocráticos, sobretudo por ataques ao ministro Alexandre de Moraes (STF). Em tempo: o Brasil tem tratado de extradição com os EUA.

* Alexandre de Moraes determinou que o Facebook e o Twitter bloqueiem as contas bolsonaristas que espalham notícias falsas, como é o caso de Allan, inclusive a nível internacional. Ficaremos livres de suas asneiras.

* A esquerda vai disputar a prefeitura de São Paulo com quatro candidaturas: Jilmar Tatto, Márcio França, Guilherme Boulos e Orlando Silva. Melhor para Bruno Covas, que vai flanar sozinho na centro-direita, com apoio de Doria.

* O mesmo fenômeno acontecerá no Rio de Janeiro. A esquerda vai disputar a prefeitura com quatro candidatos: Benedita da Silva, Marta Rocha, Renata Souza e Enfermeira Rejane. Melhor para Paulo Marinho e Eduardo Paes.

Retrato falado

“O governo se rendeu ao vírus, se entregou, e deixou o Brasil a reboque da doença” (Crédito:Suamy Beydoun)

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse, em live na ISTOÉ, na terça-feira, 28, que o presidente Bolsonaro teve um comportamento “errático” diante da crise na saúde. Para ele, um dos seus erros foi colocar militares na Saúde. Eles estão no ministério só esquentando o banco, até que o presidente negocie a pasta politicamente. “Bolsonaro é irmão siamês de Lula. Na iminência de sofrer o impeachment, ele entrega ministérios em troca de apoio parlamentar.”

Toma lá dá cá

Simone Tebet, Senadora (Crédito:Jefferson Rudy)

A senhora acredita que uma nova CPMF será aprovada no Congresso?
Não adianta passar um batom na CPMF para acharmos a moça bonita. O Congresso está antenado: o brasileiro paga muito imposto e de forma injusta. O governo arrecada muito e gasta mal.

De que forma o governo poderia arrecadar mais sem penalizar a população?
O valor da sonegação de impostos, de R$ 500 bilhões por ano, é o dobro do que a corrupção desvia dos cofres públicos.

O governo precisa apresentar um projeto para garantir uma renda mínima?
A crise sanitária está nos levando à convulsão social. Temos que discutir a implantação de uma renda básica sem populismo e sem demonizar o Bolsa Família. Ele não é o vilão que as pessoas falavam.

Nova gasolina

Desde segunda-feira, 3, os distribuidores de combustíveis são obrigados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) a abastecer os postos com um novo tipo de gasolina comum, de maior qualidade e rendimento para os automóveis, melhorando os valores mínimos de octanagem para os motores. As especificações da nova gasolina foram estabelecidas pela ANP no começo do ano, mas a Refit, a primeira refinaria privada do Rio de Janeiro, já produz esse novo tipo de combustível, mais eficiente, desde janeiro. Segundo o presidente da companhia, Jorge Monteiro, a Refit trabalha no projeto há dois anos: “Em dez anos, a empresa já investiu R$ 92 milhões para otimizar a produção”.

Sem aumento

Apesar de distribuir uma melhor gasolina nos postos de bandeira branca no Rio e em São Paulo, a companhia resolveu não aumentar os preços. Atualmente, a empresa já produz gasolina A e Diesel S-10, distribuídos pela Fit Combustíveis. No ano passado, a Refit produziu 628 milhões de litros da gasolina A.

À sombra do poder

Divulgação

Até a década de 90, Luciano Hang, dono das Lojas Havan, tinha uma lojinha em Brusque. Mas, aí, descobriu o caminho das pedras: crescer à sombra do poder. Passando pelos governos FHC, Lula e Dilma, obteve 55 empréstimos no BNDES. Chegou à marca de 147 lojas. Já foi acusado de contrabando e de sonegar impostos. Agora, soma R$ 19 bilhões.

Bolsonarista

Quem pensa que Bolsonaro não ajudou o catarinense, está enganado. O “Veio da Havan” chegou à marca de R$ 7 bilhões em 2019, quando Bolsonaro ascendeu ao poder. Enriqueceu às custas do bolsonarismo, do qual é um dos expoentes. Segundo o deputado Alexandre Frota, foi por causa de Hang que Bolsonaro desistiu de abrir a “caixa preta” do BNDES.

Peso-pesados

Pedro Ladeira

A deputada Joice Hasselmann está montando a equipe para disputar a prefeitura de São Paulo. A coordenação geral será do deputado Junior Bozzella, e Marcos Cintra coordenará a equipe econômica. Para comandar os programas sociais virá um ex-assessor de Ruth Cardoso e, para a Segurança, um ex-ministro.

 

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