Economia

Guedes promete reforçar área social e investimentos e defende corte de encargos trabalhistas

Guedes promete reforçar área social e investimentos e defende corte de encargos trabalhistas

Ministro da Economia, Paulo Guedes, participa de cerimônia em Brasília


Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) – O governo vai melhorar seus programas sociais e ampliar investimentos em infraestrutura, disse nesta segunda-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo também que sejam reduzidos encargos trabalhistas.

Em evento da Associação Paulista de Supermercados, o ministro disse que o programa do atual governo será aprofundado. Segundo ele, o país já tem um programa de renda básica com a implementação do Auxílio Brasil, e agora “vamos melhorar os programas sociais, a rampa de ascensão social”.

O ministro voltou a repetir declaração que costumava fazer ao longo dos últimos anos, de que os encargos trabalhistas são armas de destruição em massa de empregos. “Vamos ter que atacar isso”, afirmou.

Em relação aos investimentos, Guedes defendeu a venda de ativos do governo para alimentar um fundo de reconstrução nacional que seria usado para financiar obras públicas.

Segundo o ministro, o governo pretende vender ações que estão na carteira do BNDES, como papeis da Petrobras e da JBS, para investir em infraestrutura.

Sem mencionar diretamente gestões anteriores ou candidatos à presidência, Guedes afirmou ainda que “se eles querem desfazer todas as reformas que estamos fazendo, são os principais mentores da destruição de empregos”.

Na avaliação do ministro, o Brasil está sendo percebido pelos Estados Unidos e países da Europa como um porto de atração de investimentos.

“Éramos protagonistas na transição para a economia verde, agora somos elemento chave para segurança alimentar e energética”, disse.

Ao mencionar os cortes feitos pelo governo nas alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e Imposto de Impostação, Guedes afirmou que ter aceitado o desafio de conversar com a indústria para defender que reduções de impostos cheguem ao consumidor. Para ele, o benefício das reduções tributárias tem que ser compartilhado entre empresas e a população.

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