O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, principal braço das Forças Armadas do Irã, afirmou ter atacado neste domingo, 1º, o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado no Golfo Pérsico, com quatro mísseis balísticos. Os Estados Unidos negaram.
A ação foi uma represália pelos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que culminaram na morte do guia supremo Ali Khamenei, que controlava o país desde 1989.
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“A terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas”, afirmou o grupo.
Responsável por operações militares na Ásia Central e no Oriente Médio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou imagens de caças decolando do navio em suas redes sociais e afirmou que os mísseis não atingiram a embarcação.
“O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”, diz texto divulgado nas redes sociais.
🚫Iran’s IRGC claims to have struck USS Abraham Lincoln with ballistic missiles. LIE.
✅The Lincoln was not hit. The missiles launched didn’t even come close. The Lincoln continues to launch aircraft in support of CENTCOM’s relentless campaign to defend the American people by… pic.twitter.com/AjaeHMemtA— U.S. Central Command (@CENTCOM) March 1, 2026
Guerra
Estados Unidos e Israel bombardearam diversos alvos em território iraniano, causando centenas de mortes, incluindo autoridades do país. Entre os mortos está o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.
Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Segundo informou o jornal estatal Tehran Times, o conselho é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian; do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie; e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.