Guarda Revolucionária do Irã diz ter atacado porta-aviões norte-americano; EUA negam

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou imagens de caças decolando do navio em suas redes sociais

Irã
- Foto: X/ CENTCOM

O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, principal braço das Forças Armadas do Irã, afirmou ter atacado neste domingo, 1º, o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado no Golfo Pérsico, com quatro mísseis balísticos. Os Estados Unidos negaram. 

A ação foi uma represália pelos bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que culminaram na morte do guia supremo Ali Khamenei, que controlava o país desde 1989.  

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“A terra e o mar se tornarão cada vez mais o cemitério dos agressores terroristas”, afirmou o grupo. 

Responsável por operações militares na Ásia Central e no Oriente Médio, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) publicou imagens de caças decolando do navio em suas redes sociais e afirmou que os mísseis não atingiram a embarcação. 

“O Lincoln continua lançando aeronaves em apoio à campanha incansável do Centcom para defender o povo americano, eliminando ameaças do regime iraniano”, diz texto divulgado nas redes sociais.

Guerra

Estados Unidos e Israel bombardearam diversos alvos em território iraniano, causando centenas de mortes, incluindo autoridades do país. Entre os mortos está o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei.

Também neste domingo (1º), foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituir Khamenei. Segundo informou o jornal estatal Tehran Times, o conselho é composto pelos chefes do Executivo, presidente Masoud Pezeshkian; do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni Ejeie; e do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.