Grupos de mídia processam FBI por desbloqueio do iPhone de agressor de San Bernardino

Grupos de mídia processam FBI por desbloqueio do iPhone de agressor de San Bernardino

Três grupos de mídia dos Estados Unidos apresentaram uma ação judicial, nesta sexta-feira (16), pedindo que o FBI revele os detalhes de como desbloqueou o iPhone do homem que, junto com sua mulher, matou 14 pessoas em San Bernardino, no ano passado.

O FBI, a polícia federal americana, disse que queria desbloquear o iPhone 5C de Syed Rizwan Farook para buscar possíveis vínculos com o grupo extremista Estado Islâmico (EI), mas a companhia Apple se negou a ajudar, alegando preocupações com a privacidade dos usuários.

A Gannett (empresa associada ao jornal USA Today), a agência de notícias Associated Press e o grupo Vice Media solicitaram detalhes sobre o desbloqueio misterioso que reacendeu o debate sobre a criptografia das comunicações e a proteção da privacidade.

Farook e sua mulher cometeram o massacre durante uma festa de Natal, em um escritório de San Bernardino, na Califórnia.

A agência federal levou a Apple à Justiça em fevereiro passado para forçá-la a colaborar com a investigação, mas retirou sua ação judicial semanas depois, após ter conseguido hackear o telefone com a ajuda de terceiros.

O FBI não revelou o nome do colaborador externo, nem o custo da operação.

“Entender o montante que o FBI considerou apropriado para gastar com a ferramenta, bem como a identidade e a reputação do fornecedor com quem fez negócios, é essencial para que o público possa exercer uma vigilância efetiva do governo”, diz o processo, aberto em um tribunal na capital americana, Washington.