Economia

Grupo chinês Ant anuncia maior entrada na bolsa da história

Grupo chinês Ant anuncia maior entrada na bolsa da história

Logo da Alipay em edifício do grupo Ant em Xangai, China - AFP/Arquivos

O grupo chinês Ant, dono da gigante de pagamentos on-line Alipay, anunciou nesta segunda-feira (26) que planeja obter mais de US$ 34 bilhões em uma operação dupla a ser listada em Hong Kong e Xangai, naquela que será a maior entrada na bolsa de toda história.

No calor da rivalidade entre Pequim e Washington, essa soma colossal permite que a China se exiba como um gigante das finanças mundiais, quebrando os recordes que normalmente eram produzidos em Wall Street.

Até o momento, o recorde mundial de entrada na bolsa é de US$ 29,4 bilhões, nas mãos da gigante do petróleo saudita Aramco – que produz 10% do petróleo do mundo -, na bolsa de valores de Riade em 2019.

O Ant Group, afiliado ao líder de comércio eletrônico chinês Alibaba, é um ator-chave no pagamento eletrônico em seu país, com o serviço Alipay.

O Ant afirma ter um volume de transações anuais superior a 118 trilhões de iuanes (US$ 17 trilhões) e mais de 700 milhões de usuários ativos por mês.

O grupo do bilionário chinês Jack Ma planeja vender 1,67 bilhão de ações na bolsa de valores de Hong Kong, a partir de terça-feira, a 80 dólares de Hong Kong a unidade.

Em Xangai, o Ant também proporá 1,67 bilhão de ações, a 68,80 iuanes. No total, a operação ultrapassa os US$ 34 bilhões, e pode chegar a US$ 40 bilhões.

Esse montante torna essa entrada na bolsa a maior da história.

As ações serão listadas a partir de 5 de novembro.

– “Nem em sonho” –

Desde sábado, Jack Ma recebia o interesse dos investidores, antes mesmo do lançamento formal da operação.

“Esta é a primeira vez que uma cotação tão importante, a mais importante na história da humanidade, é feita fora de Nova York”, declarou Ma em uma entrevista coletiva em Xangai.

“Há cinco anos, não poderíamos ter imaginado tudo isso nem em sonho, nem mesmo três anos atrás”, entusiasmou-se o bilionário chinês, segundo a agência Bloomberg.

Ao abrir o capital em Xangai e em Hong Kong, o grupo atende a um apelo do governo chinês, que quer que as mais importantes empresas nacionais do setor de tecnologia sejam listadas nas bolsas do país, principalmente neste período de rivalidade econômica e política com os Estados Unidos.

A sua chegada à bolsa de Hong Kong deve também alegrar este centro financeiro, em um momento em que se surgem dúvidas sobre a atratividade internacional deste território autônomo chinês, uma ex-colônia britânica que teve sua soberania devolvida para Pequim em 1997.

Antes da Saudi Aramco, o recorde precedente nesse tipo de operação era do grupo chinês Alibaba, com uma entrada de US$ 25 bilhões em Wall Street.

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