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Grupo armado suspende participação em acordo de paz centro-africano

Grupo armado suspende participação em acordo de paz centro-africano

Soldado do Exército centro-africano treina em Bangui, em 14 de março de 2018 - AFP/Arquivos

Um dos principais grupos armados da República Centro-africana anunciou nesta sexta-feira (5) à noite a suspensão de sua participação no acordo de paz assinado em 6 de fevereiro de 2019 com o governo centro-africano e outros 13 movimentos rebeldes.

“O movimento 3R (Reclamação e Reabilitação) decide suspender sua participação nos órgãos de aplicação” do acordo de paz, declarou seu líder, Sidiki Abbas, em um comunicado.

Abbas pediu aos membros da 3R que “respondam” se as forças governamentais atacarem suas bases.

No entanto – destacou – o movimento 3R “reafirma seu compromisso irreversível com o processo de aplicação” do acordo de paz “se cessarem as ameaças, as provocações”.

Na quarta-feira, a Missão das Nações Unidas na República Centro-africana (MINUSCA) fez uma advertência a Sidiki Abass “contra sua tendência expansionista em outras partes da região, em clara violação do Acordo Político para a Paz e a Reconciliação na República Centro0africana (APPR-RCA)”.

Em maio de 2019, quatro meses depois da assinatura do acordo, membros do 3R mataram 46 civis em Paoua, no noroeste do país.

Quatro meses depois, Sidiki Abass anunciou sua demissão como assessor militar do governo centro-africano, cargo que ocupava como parte do acordo de paz.

Apesar do pacto assinado em fevereiro de 2019, a República Centro-africana sofre com abusos das milícias e o governo controla apenas uma pequena parte do território.

O país terá eleições presidenciais em dezembro de 2020.

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