Movimentos sociais, sindicatos, pastorais, igrejas e organizações da sociedade civil realizam nesta segunda-feira (7) atos da 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas em diferentes cidades brasileiras. Entre as principais reivindicações estão o fim da escala de trabalho 6×1 e a ampliação de políticas de moradia.
Realizada tradicionalmente durante as comemorações da Independência do Brasil, a mobilização deste ano tem como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A programação se estende por diferentes regiões do país e inclui ainda reivindicações relacionadas à reforma agrária, educação pública, fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e enfrentamento ao feminicídio.
São Paulo tem manifestação na Praça da Sé
Na capital paulista, manifestantes se concentraram pela manhã na Praça da Sé, no centro da cidade. A programação previa caminhada até o Largo São Francisco e celebração de uma missa na Catedral da Sé ao meio-dia. Também foram programadas mobilizações em cidades do interior paulista, entre elas Mogi das Cruzes, Cajamar e São José dos Campos.
Durante o ato na Sé, representantes de centrais sindicais e movimentos sociais defenderam, além do fim da escala 6×1, a ampliação dos programas habitacionais e a soberania nacional.
No Sudeste, também foram organizadas manifestações em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em Belo Horizonte, participantes caminharam pelo centro da cidade e defenderam pautas relacionadas à jornada de trabalho, soberania e combate à violência contra as mulheres.
Fim da escala 6×1 ganha espaço nas manifestações
Uma das principais bandeiras trabalhistas desta edição é o fim da jornada conhecida como 6×1, na qual o trabalhador exerce suas atividades durante seis dias para ter um dia de descanso.
A reivindicação ocorre em meio ao avanço da discussão sobre a redução da jornada no Congresso. Uma proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O governo tenta viabilizar uma sessão extraordinária ainda em setembro para analisar a matéria no plenário.
O tema também apareceu nas comemorações oficiais do 7 de Setembro em Brasília. Durante o desfile na Esplanada dos Ministérios, integrantes do público fizeram manifestações em defesa do fim da escala 6×1.
Mobilização chega à 32ª edição
Criado em 1995, o Grito dos Excluídos é realizado anualmente no período da Semana da Pátria e busca apresentar reivindicações de movimentos populares em contraponto às celebrações oficiais da Independência.
Em 2026, as atividades começaram em 1º de setembro e seguem até o dia 12, embora a maior concentração de manifestações ocorra nesta segunda-feira, 7 de Setembro.
Além das questões trabalhistas, a edição deste ano colocou entre suas principais bandeiras o acesso à moradia digna, a reforma agrária, a defesa da educação e da saúde públicas, o combate ao racismo e à violência contra as mulheres e a defesa da soberania nacional.
Da IstoÉ