Cultura

Grife italiana é acusada de racismo por fotos de brasileiro

SÃO PAULO, 7 AGO (ANSA) – A grife de luxo italiana Marni foi acusada de racismo após divulgar sua nova campanha de verão 2021, fotografada por Edgar Azevedo e com direção de arte de Giovanni Bianco, ambos brasileiros.   

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Depois da publicação nas redes sociais, internautas apontaram que as imagens reproduziam estereótipos racistas, fazendo uma relação errônea de primitividade e colonização de corpos pretos.   

As fotos foram feitas em uma praia de Salvador, no Brasil, e traz os modelos negros acompanhados de expressões como “clima de selva”, “amuleto tribal” e “descalço na selva”. Em uma delas, é possível ver um negro usando correntes próximas aos pés, que se assemelhavam com as algemas que eram usadas durante o período de escravatura.   

Após a polêmica, a marca italiana pediu desculpas em um comunicado oficial, reforçando que a ideia era celebrar a cultura afro-brasileira.   

“Na Marni, pedimos profundas desculpas pelo dano e ofensa que nossa última campanha causou. O que se pretendia ser uma campanha que celebrava a beleza da cultura afro-brasileira sob a perspectiva do fotógrafo brasileiro Edgard Azevedo veio a bom termo tendo tido o impacto oposto. Nossas fiscalizações ao longo do processo de revisão são inaceitáveis – e, por isso, lamentamos muito”, escreveu a grife no Instagram.   

No texto, a Marni explica que “está totalmente comprometida em defender a inclusão e celebrar a beleza de diversas culturas em todo o mundo”. “Enquanto nos esforçamos para criar um mundo mais equitativo, através da moda e da humanidade compartilhada, lamentamos sinceramente que nossos esforços tenham causado mais dores”.   

Segundo a empresa, todas as imagens da campanha foram removidas e os esforços estão sendo redobrados para garantir que os processos sejam realizados com consideração e intencionalidade por meio de uma forte lente de equidade.   

“Toda a nossa equipe está comprometida em usar esse momento como uma oportunidade de alavancar nossa plataforma para apoiar e capacitar mais vozes e criadores de cores, cujos talentos e ideias são fundamentais para criar uma indústria da moda mais inclusiva e diversificada”, finalizou. (ANSA)

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