BUENOS AIRES, 5 MAR (ANSA) – Os clubes da Argentina confirmaram a greve planejada para o próximo fim de semana, durante a nona rodada do campeonato, em apoio ao presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, investigado pelas autoridades por corrupção juntamente com o tesoureiro da entidade, Pablo Toviggino.
A paralisação, confirmada após uma reunião do comitê executivo da federação, forçará um reagendamento do calendário em uma temporada já bastante complicada em razão da Copa do Mundo.
A greve coincide com a intimação de Tapia e Toviggino para comparecer à Justiça no âmbito de uma investigação por fraude fiscal. O chefe da AFA e seu braço direito também estão no centro de investigações por lavagem de dinheiro e peculato.
A associação, por sua vez, respondeu denunciando as acusações como manobras orquestradas pelo governo. Segundo a entidade, as investigações se baseiam na oposição de Tapia ao plano do presidente da Argentina, Javier Milei, de transformar os clubes, atualmente de propriedade dos “sócios”, em Sociedades Anônimas do Futebol (SAF).
Representantes de 27 dos 30 clubes da primeira divisão apoiaram a medida, mas River Plate, Racing e Estudiantes não compareceram à reunião que confirmou a paralisação. O time alvirrubro de La Plata, presidido por Juan Sebastián Verón, é um dos principais opositores da atual gestão da AFA.
O Estudiantes, tetracampeão da Copa Libertadores da América e vencedor da Copa Intercontinental de 1968, emergiu como um “campo de testes” para a iniciativa das SAFs do governo Milei.
Por esse motivo, o clube é frequentemente elogiado pelo mandatário, torcedor fanático do Boca Juniors, cujo presidente é Juan Román Riquelme. (ANSA).