Greve dos bancários começa no Pará e pode avançar para outros estados

Rio Grande do Norte e Maranhão aprovaram paralisação a partir de terça-feira, 8; categoria discute propostas apresentadas pelos bancos

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Bancários começaram nesta sexta-feira, 4, uma greve por tempo indeterminado no Pará, enquanto trabalhadores de outros estados realizam assembleias para decidir sobre a adesão ao movimento. Rio Grande do Norte e Maranhão já aprovaram paralisações a partir da próxima terça-feira, 8.

O movimento ocorre durante as negociações da Campanha Nacional dos Bancários de 2026. Entre as principais reivindicações da categoria estão aumento real dos salários, reajuste da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e dos vales alimentação e refeição, preservação dos empregos, novas contratações e melhores condições de trabalho.

A proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) prevê reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real de 0,6% em 2026 e novamente em 2027. O percentual também seria aplicado a outras verbas econômicas, entre elas PLR, pisos e vales.

Sindicatos de diferentes regiões, no entanto, consideraram as condições insuficientes e recomendaram a rejeição das propostas, enquanto outras bases aprovaram partes dos acordos e rejeitaram condições específicas apresentadas por bancos públicos.

Pará inicia greve por tempo indeterminado

No Pará, funcionários de bancos públicos e privados aprovaram a paralisação por tempo indeterminado a partir da 0h desta sexta-feira. O Banpará ficou fora do movimento. Segundo informações divulgadas pela categoria, mais de 90% dos participantes da votação apoiaram a greve.

A adesão pode afetar principalmente o atendimento presencial nas agências, mas não significa necessariamente que todas as unidades bancárias do Estado permanecerão fechadas.

No Rio Grande do Norte, os bancários rejeitaram a proposta apresentada pelos bancos e aprovaram greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira, 8.

O Maranhão também terá paralisação a partir da mesma data. A greve no Estado havia sido inicialmente prevista para 2 de setembro, mas foi transferida para o dia 8 em uma tentativa de unificar o movimento com outras bases.

Outros estados podem aderir

As assembleias realizadas nesta semana podem ampliar a mobilização para outras regiões do país.

No Espírito Santo, por exemplo, a categoria está em estado de greve desde 28 de agosto. Trabalhadores avaliam as propostas apresentadas nas negociações, e empregados da Caixa podem iniciar paralisação em 10 de setembro caso a medida seja aprovada.

Na Baixada Santista, em São Paulo, os bancários aprovaram a proposta geral da Fenaban, mas rejeitaram, por unanimidade, as propostas específicas do Banco do Brasil e da Caixa. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 9 para avaliar o movimento e uma possível greve dos funcionários dos dois bancos a partir do dia 10.

Também há mobilizações e assembleias em diferentes bases de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe, Santa Catarina e outras regiões.

Em Mato Grosso do Sul, citado pela reportagem original, a adesão à greve ainda não estava confirmada até a publicação da matéria nesta sexta-feira. Sindicatos locais ainda analisavam as propostas e os resultados das assembleias.

Como ficam os serviços bancários durante a greve?

A aprovação da greve não significa fechamento automático de todas as agências. O funcionamento dependerá da adesão dos trabalhadores de cada banco e unidade.

Serviços digitais, como aplicativos bancários, internet banking, Pix e outras operações automatizadas, tendem a continuar funcionando normalmente. Caixas eletrônicos também podem permanecer disponíveis, enquanto o atendimento presencial é o serviço com maior possibilidade de ser afetado.

A paralisação também não interrompe automaticamente os prazos de pagamento. Vencimentos de boletos, financiamentos, cartões, impostos e contas de consumo continuam valendo, e os clientes devem utilizar os canais disponíveis para evitar multas e juros.

Da IstoÉ