A paralisação parcial de três linhas da Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos (CPTM) causa um cenário de caos em São Paulo nesta terça-feira, 4 de agosto. A greve na CPTM, confirmada a partir de 4 de agosto e deflagrada após o anúncio dos trabalhadores na noite de segunda-feira, dia 3, provocou um congestionamento recorde nas ruas da capital paulista.
O trânsito em São Paulo atingiu 2.125 quilômetros de congestionamento, impactando todas as zonas da cidade.
- A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos devido à situação emergencial.
- O Plano de Apoio entre Empresas de Transporte (Paese) foi acionado com aumento na frota de ônibus, mas os veículos operam com superlotação.
Às 10h23 de hoje, segundo os indicadores da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento de veículos nas ruas e avenidas era de 2.125 quilômetros, um dos maiores registrados. A medida reflete o impacto direto da interrupção do transporte público ferroviário.
Onde o trânsito é mais crítico?
A região mais afetada na capital paulista é a zona sul, que registrava 648 quilômetros de trânsito. A zona leste aparece em seguida, com 537 km de engarrafamento. A zona oeste também enfrentava um alto índice de congestionamento de veículos, com 507 km.
Já a zona norte apresentava 278 km de lentidão, enquanto o centro da cidade tinha 155 km de congestionamento. Esses números demonstram a abrangência do impacto da greve em toda a malha viária de São Paulo.
Com a paralisação parcial das três linhas da CPTM, a Prefeitura de São Paulo cancelou o rodízio de carros para esta terça-feira. A medida emergencial foi tomada ainda na noite desta segunda-feira, dia 3, quando os trabalhadores da estatal anunciaram a paralisação.
Para tentar mitigar a situação do transporte público e atender à população atingida, foi colocado em funcionamento o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência (Paese). O sistema envolve a disponibilização de ônibus extras, mas mesmo assim, os veículos estão enfrentando superlotação e dificuldades para circular.
Quais linhas da CPTM são afetadas pela paralisação?
A linha 11-Coral funciona parcialmente, operando somente entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases. As demais estações desta linha, que estão paralisadas, recebem o auxílio do PAESE para o transporte de passageiros.
A linha 12-Safira também opera de forma parcial, com trens circulando entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. Nos demais trechos, a presença do PAESE é responsável por suprir a demanda. Já a linha 13-Jade está totalmente parada, com a totalidade do transporte sendo realizado por ônibus do Paese nas estações.