“Greve dos Correios”: TST suspende julgamento de dissídio coletivo

Decisão do Tribunal Superior do Trabalho permite que sindicatos se manifestem sobre novos documentos

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Foto: imagem ilustrativa

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu, nesta segunda-feira (21), o julgamento do dissídio coletivo referente à greve dos Correios. A análise do caso foi adiada e será retomada na próxima quinta-feira (24), às 15h30min, após ministros acolherem uma questão de ordem para permitir que os sindicatos dos trabalhadores se manifestem sobre novos documentos.

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  • O TST suspendeu o julgamento do dissídio coletivo da greve dos Correios, remarcando a sessão para quinta-feira (24).
  • A suspensão ocorreu após ministros acatarem pedido para que os sindicatos se manifestem sobre novos documentos apresentados.
  • A paralisação da categoria, iniciada em 10 de setembro, tem como pauta a campanha salarial e já teve manutenção de 80% do efetivo determinada pelo TST.

A decisão de suspender o julgamento, que estava previsto para esta segunda-feira, partiu dos ministros que acataram uma questão de ordem formulada pelo ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST. O objetivo é conceder aos sindicatos que representam os trabalhadores o prazo de 48 horas para se manifestarem sobre novos documentos.

Esses novos documentos pedem o reconhecimento da abusividade da greve. O ministro Vieira de Mello Filho justificou a medida, afirmando que os documentos foram anexados de forma tardia, na sexta-feira à noite e no sábado, sem tempo hábil para análise pela parte contrária.

Entenda o movimento grevista

O movimento grevista dos Correios teve início na quinta-feira, 10 de setembro. A paralisação foi deflagrada após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo entre a empresa e a categoria.

Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a falta de um consenso levou à decisão de iniciar a greve por tempo indeterminado.

O papel essencial dos correios

Na semana passada, o Tribunal Superior do Trabalho já havia determinado a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve. O presidente do TST, Vieira de Mello Filho, ressaltou a essencialidade do serviço prestado pela estatal e o potencial impacto que a paralisação poderia gerar nas eleições.

Após a deflagração da greve, a empresa Correios informou que acionou um plano de continuidade de negócios. O objetivo é garantir a prestação dos serviços essenciais e as entregas em todo o território nacional, minimizando os transtornos à população.

Da IstoÉ