Trabalhadores dos Correios em greve realizarão uma passeata nesta quarta-feira, 16 de agosto, no centro de São Paulo. A mobilização, anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios, Telégrafos e Similares de São Paulo (SINTECT-SP), terá concentração a partir das 14h na Praça da República, com previsão de saída às 15h. O ato ocorre em meio à paralisação nacional da categoria, iniciada na semana passada após a rejeição da proposta apresentada pela estatal durante as negociações do acordo coletivo.
+ Trabalhadores dos Correios entram em greve por tempo indeterminado
- A greve dos Correios, que já dura uma semana, terá um dia de mobilização com passeata no centro de São Paulo nesta quarta-feira (16).
- A paralisação foi deflagrada após a rejeição da proposta da empresa em relação ao acordo coletivo, com foco em questões como o plano de saúde e direitos da categoria.
- O impasse chegou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), que julgará o dissídio em 21 de setembro, enquanto o sindicato mantém a orientação de continuidade da greve.
A manifestação deverá reunir trabalhadores de São Paulo, representantes sindicais de outras regiões do país, centrais sindicais e movimentos sociais. Entre os principais pontos de discussão entre os funcionários e a direção dos Correios está o plano de saúde oferecido a trabalhadores, aposentados e dependentes. A categoria também reivindica a preservação de outros direitos previstos no acordo coletivo.
Assembleia é adiada para focar na mobilização
Uma assembleia dos trabalhadores estava inicialmente prevista para ocorrer também nesta quarta-feira, 16. O encontro, no entanto, foi adiado para que a categoria concentre a mobilização na passeata. A nova data da assembleia ainda será definida e divulgada pelo SINTECT-SP. A orientação da entidade é pela manutenção da greve enquanto as negociações não avançam com a direção da estatal.
Greve chega ao TST: qual o futuro da paralisação?
A mobilização dos trabalhadores ocorre às vésperas de uma nova etapa no impasse entre os funcionários e a empresa. Os Correios acionaram o Tribunal Superior do Trabalho (TST) após os trabalhadores rejeitarem a proposta de acordo coletivo e decidirem manter a paralisação. A empresa solicitou à Justiça que a greve seja considerada abusiva e pediu a imediata retomada dos serviços.
O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, conforme informações do SINTECT-SP. Até lá, o sindicato afirma que pretende manter a paralisação e ampliar as mobilizações em todo o país. A greve foi aprovada por tempo indeterminado após o encerramento das negociações sem acordo. Além de São Paulo, sindicatos de diferentes regiões do Brasil aderiram ao movimento de paralisação.
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