Grávidas que tomaram AstraZeneca poderão receber 2ª dose da Pfizer no Rio

Grávidas que tomaram AstraZeneca poderão receber 2ª dose da Pfizer no Rio

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) – As grávidas da cidade do Rio que receberam uma dose da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca poderão ser imunizadas com uma segunda dose da Pfizer a partir desta terça-feira, informou a prefeitura da capital fluminense, que também disse que pessoas que tiveram forte reação à vacina da AstraZeneca poderão receber a segunda dose da Pfizer.

As grávidas precisam de prescrição e orientação médica para tomar uma segunda dose diferente da primeira aplicada. O intervalo entre a primeira dose da vacina da AstraZeneca e uma segunda dose tem de ser de pelo menos 12 semanas.

A imunização de grávidas com o imunizante da AstraZeneca foi paralisada no Rio depois que uma gestante que tomou a vacina morreu dias depois da aplicação. Após esse episódio, o Ministério da Saúde suspendeu a vacinação de grávidas com a vacina da AstraZeneca e Estados e municípios passaram a aplicar outros imunizantes nas gestantes.

Segundo a prefeitura carioca, estudos do Ministério da Saúde apontaram que complicações “raras” causadas pela vacina provocaram a morte da gestante.

De acordo com o governo municipal, a vacina da AstraZeneca foi usada no começo da campanha de vacinação das gestantes para aquelas que apresentavam comorbidades.

“As gestantes que tomavam AstraZeneca eram aquelas com comorbidades e que têm mais risco de agravar ou ir a óbito. A Covid atingiu muito as gestantes no Rio e a mortalidade materna quase que dobrou por conta da doença”, disse à Reuters o secretário de saúde da cidade, Daniel Soranz.

Ele disse que nove países deram autorização para a vacinação com doses diferentes. Com base nisso, o Conselho Científico da prefeitura autorizou a aplicação de imunizantes distintos nas grávidas.

“Como essa utilização tem uma boa eficácia, a gente recomendou a vacina diferente para gestantes. Alguns estudos avaliaram que o risco de heterologia (aplicação de doses diferentes) é baixo”, garantiu.

Soranz acrescentou que a cidade está autorizando também que pessoas que tiveram reações e problemas graves após tomarem a primeira dose do imunizante contra Covid, independentemente do laboratório, recebam uma segunda dose diferente.

“Se você vacinou e teve reação grave e um profissional de saúde acompanhou isso, ele pode recomendar outra vacina para segunda dose”, disse.

Outras cidades do Estado –que tem 92 municípios– analisam a possibilidade de liberar a aplicação da vacina da Pfizer como segunda dose para gestantes imunizadas inicialmente com AstraZeneca.

A área da saúde do Estado tem reunião marcada para esta quarta para definir se seguirá os passos da prefeitura.

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