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Grávida mantida sob cárcere privado pelo ex-namorado e ex-sogra relata: ‘Sentimento de horror’

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Imagem ilustrativa (Crédito: Pixabay)


A Polícia Militar prendeu duas pessoas, na quinta-feira (10), acusadas de manterem uma mulher grávida sob cárcere privado, em Colorado (PR). À emissora RPC, afiliada da Rede Globo, a vítima afirmou que ficou dois dias sem comida e descreveu o episódio como “sentimento de horror”.

“Foi uma cena de filme de terror. Foi Deus, o meu filho que carrego na barriga e o meu amor próprio que me deram coragem.”

Em depoimento à polícia, a mulher relatou que teve início uma discussão com o ex-namorado após ver algumas mensagens dele para outra mulher.

Depois do desentendimento, ela tentou ir embora, mas o homem trancou o portão da residência.

Ela ressaltou que, ao todo, ficou presa por oito dias e era vítima de agressão e abuso sexual.

“Ele me trancou dentro de um quarto e falou: ‘Agora somos só nós dois’. Depois de algumas horas, ele abriu a porta do quarto. Eu podia andar pela casa e ir ao banheiro. Só não poderia sair dali.”

Ao estranhar o desaparecimento, uma amiga da vítima acionou a polícia.

Quando a PM foi até a casa do suspeito pela primeira vez, a mãe do homem afirmou que ele não estava em casa e que a ex-namorada dele tinha ido embora para São Paulo após o fim do relacionamento. A mulher também impediu que os agentes fizessem buscas no local, sem um mandado.

Horas depois, a PM recebeu uma nova denúncia sobre o mesmo caso. As equipes voltaram ao local e escutaram gritos de socorro de uma mulher. A grávida foi levada para o hospital, onde passou por exame de lesão corporal.

O ex-namorado e a mãe dele, que foi conivente com o crime, foram detidos pelos crimes de lesão corporal e cárcere privado.

Ao ser questionada, a defesa dos acusados afirmou que as informações veiculadas “não condizem com a realidade” e que tudo será esclarecido no decorrer do inquérito policial.