O Ministério Público de Rimini, na Itália, determinou a apreensão judicial do Grand Hotel, em Riccione, um histórico símbolo do turismo de luxo na Emilia-Romagna. A ação, deflagrada na terça-feira (28) de julho, faz parte de uma investigação contra o ex-administrador Gianni Andreatta e outras seis pessoas por falência fraudulenta.
O que aconteceu
- Apreensão judicial do Grand Hotel Riccione e bens avaliados em 29 milhões de euros ligados a esquema de falência fraudulenta.
- O ex-administrador Gianni Andreatta é investigado como mentor, junto a outros seis envolvidos no caso.
- O hotel, que faliu em 2023, continuou a operar “por fora” sem registro contábil e com receitas não declaradas.
As autoridades instauraram uma investigação contra o ex-administrador Gianni Andreatta, apontado como o mentor de toda a operação, assim como contra seis pessoas, entre funcionários do estabelecimento e terceiros, pelo crime de falência fraudulenta.
Na terça-feira (28), agentes do Comando Provincial de Rimini cumpriram uma ordem de apreensão preventiva abrangendo imóveis, ativos financeiros e participações societárias, totalizando 29 milhões de euros. No momento da apreensão, havia turistas hospedados no Grand Hotel.
O esquema de falência fraudulenta
Os agentes também vasculharam imóveis nas províncias de Rimini, Milão, Monza-Brianza e Bari. A empresa gestora do Grand Hotel em Riccione faliu em 2023 e deveria ter entregado o imóvel ao administrador judicial da falência, por meio de seu representante, Andreatta. No entanto, o estabelecimento continuou a operar “por fora”, sem registro contábil oficial e com receitas geradas principalmente por meio de pagamentos não declarados.
Andreatta assumiu a gestão do hotel após a morte da viúva de um dos membros da família Ceschina, de quem se aproximou em seus últimos anos de vida.
Qual o futuro do grand hotel?
O hotel deve ir a leilão em 23 de setembro por um valor estimado em 24 milhões de euros. Inaugurado em 15 de agosto de 1929, o Grand Hotel foi construído em apenas 100 dias com base em um projeto do arquiteto Rutilio Ceccolini e por encomenda do empresário Gaetano Ceschina. Em pouco tempo, tornou-se um símbolo da vida da alta sociedade durante a era fascista.