WASHINGTON, 29 AGO (ANSA) – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (29) a revogação dos vistos dos membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestina poucos dias antes da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
A decisão foi tomada pelo presidente Donald Trump, com o objetivo de “reafirmar o compromisso de não recompensar o terrorismo”, e divulgada em comunicado do Departamento de Estado dos EUA, citando a decisão do presidente Donald Trump “O governo Trump foi claro: é do interesse da nossa segurança nacional responsabilizar a OLP e a AP por não cumprirem seus compromissos e por prejudicar as perspectivas de paz”, diz a nota.
Segundo a administração republicana, “antes que a OLP e a AP possam ser consideradas parceiras pela paz, devem repudiar consistentemente o terrorismo ? incluindo o massacre de 7 de outubro ? e pôr fim à incitação ao terrorismo na educação, conforme exigido pela lei americana e prometido pela organização”.
Além disso, enfatiza que a AP precisa “pôr fim às suas tentativas de contornar as negociações por meio de campanhas de guerra jurídica internacional, incluindo apelos ao Tribunal Penal Internacional (TPI e à Corte Internacional de Justiça (CIJ), e aos esforços para garantir o reconhecimento unilateral de um Estado palestino conjectural”.
“Ambas as medidas contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o fracasso das negociações de cessar-fogo em Gaza”, afirma o Departamento de Estado dos EUA, ressaltando que a missão da Autoridade Palestina na ONU receberá isenções, conforme acordo.
Por fim, o governo de Trump diz que permanece aberto a um “reengajamento que seja consistente com suas leis, caso a AP e OLP cumpram suas obrigações e demonstrem tomar medidas concretas para retornar a um caminho construtivo de compromisso e coexistência pacífica com o Estado de Israel”. (ANSA).