Governo trata como piada de mau gosto a maior das aflições do brasileiro

Crédito: folhapress

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O ócio (improdutivo) é a morada do demônio e a porta da miséria. É estupefaciente que o Brasil, com uma legião de 15 milhões de desempregados, deixe de colocar o desemprego como sua maior chaga e fique discutindo ideologia política ou qual é o candidato a presidente mais ou menos corrupto.

A pandemia do novo coronavírus não só aprofundou a crise econômica como trouxe consigo o aumento brutal da inflação, sobretudo de alimentos e combustíveis, como não víamos há pelo menos 15 anos. Combinados, carestia e vacância tornaram-se bestas gêmeas do apocalipse.

Em meio a uma situação de tal gravidade, eis que o idiota que nos governa resolveu recriar o Ministério do Trabalho – com um nome diverso – e entregá-lo a um deputado puxa-saco que, de emprego e economia, entende tanto quanto eu, de física quântica. Ou seja, tem tudo para não funcionar.

A locomotiva – a principal delas, ainda! – do mundo, os Estados Unidos da América enfrentam uma grave crise de… oferta de empregos! Há vagas sobrando em quase todos os estados, e os salários estão em franca ascensão. Confortáveis com auxílios dos governos federal e estaduais, milhares de pessoas preferem não trabalhar.

O Brasil, longe disso, não oferece vagas nem dinheiro suficiente para o sustento dos desempregados. As novas tecnologias não ligam para isso, e continuam ‘roubando’ empregos de quem não possui o mínimo preparo. Tudo somado, caminhamos para anos terrivelmente pesados para os mais carentes.

Mas a preocupação da nossa elite política é com o voto impresso; a discussão entre os eleitores é sobre o comunismo; e o mundo empresarial e financeiro segue com a luta diária em busca de crescimento e lucro. Se fosse um barco, e estes agentes, os timoneiros, o País navegaria em círculos e não sairia do lugar.

Aliás, é o que vem ocorrendo há décadas, com um ou outro soluço de crescimento e desenvolvimento econômicos. Em 2022, os candidatos irão falar de empregos, claro, mas sem a menor ideia de como ao menos começar a compreender o tamanho e a complexidade deste drama, desta tragédia sem fim do Brasil. Mais uma.


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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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