O governo sírio e as forças curdas, alvo de uma ofensiva do exército, prolongaram, neste sábado (24), sua trégua por 15 dias para, segundo Damasco, apoiar a transferência de detidos do grupo jihadista Estado Islâmico da Síria para o Iraque.
Em um comunicado, o Ministério da Defesa sírio informou que a prorrogação do acordo era válida a partir das 20h GMT (17h no horário de Brasília) de sábado, três horas depois de sua expiração.
O objetivo é “apoiar a operação americana para a transferência de detidos” do Estado Islâmico de prisões curdas para o Iraque, explicou.
As Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos, confirmaram a extensão, dizendo que foi alcançada “por meio de mediação internacional, enquanto o diálogo com Damasco continua”.
“Nossas forças reafirmam seu compromisso com o acordo e sua dedicação em cumpri-lo, o que contribui para a desescalada, a proteção dos civis e a criação das condições necessárias para a estabilidade”, afirmaram em um comunicado.
O cessar-fogo foi decretado na terça-feira e, em geral, tem sido respeitado. Pouco antes de expirar o prazo inicialmente fixado, fontes de ambos os lados asseguraram à AFP que as duas partes haviam concordado em prorrogá-lo.
O governo sírio, decidido a estender sua autoridade sobre todo o país, anunciou no domingo um acordo com os curdos para integrar suas instituições civis e militares ao Estado.
Os curdos sírios devem apresentar um plano para implementar esse pacto que, de todo modo, desferiu um golpe às esperanças de autonomia dessa minoria, que conseguiu estabelecer uma zona autônoma no norte e nordeste durante a guerra civil (2011-2024).
As Forças Democráticas Sírias apresentaram uma proposta a Damasco por meio do enviado especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, indicou à AFP a fonte curda.
Essa proposta incorpora a exigência do governo de permitir que ele controle os pontos de passagem fronteiriços e reivindica para os curdos uma parte das receitas do petróleo.
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