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Governo Ortega ‘exige’ suspensão das sanções contra a Nicarágua

Governo Ortega ‘exige’ suspensão das sanções contra a Nicarágua

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, e sua esposa, a vice-presidente, Rosario Murillo, participam da comemoração de 45 anos da morte de um dos fundadores da FSLN, Carlos Fonseca, em Manágua, em 8 de novembro de 2021 - Presidencia de Nicaragua/AFP/Arquivos


A vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, exigiu nesta segunda-feira (6) a suspensão das sanções internacionais impostas ao governo chefiado por seu marido, Daniel Ortega, reeleito para um quarto mandato consecutivo, em eleições que tiveram a maioria de seus adversários presos.

“(Queremos) exigir respeito e (que) sejam anuladas estas medidas coercitivas ilegais que vão contra todas as cartas internacionais que deveriam reger os destinos do mundo em termos de direitos, em termos de convivência”, requisitou Murillo, que também é porta-voz do governo, em declarações a veículos oficiais.

Mais de 40 funcionários, familiares e membros do entorno do presidente, incluindo Murillo, foram sancionados pelos Estados Unidos por violação dos direitos humanos e corrupção desde 2018, quando estouraram os protestos maciços contra o governo, que foram reprimidos pelas forças de segurança.

Segundo a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), a violência contra manifestantes deixou 355 mortos, centenas de detidos, dos quais mais de 160 ainda estão presos, enquanto 103.000 partiram para o exílio.

Este ano, nos meses anteriores às eleições de 7 de novembro, foram detidos mais de 40 opositores e empresários, entre eles sete pré-candidatos à Presidência, que pretendiam disputar as eleições com Ortega.

As detenções desencadearam novas sanções adotadas por Estados Unidos, União Europeia e Canadá.

Já a reeleição de Ortega, um ex-guerrilheiro no poder desde 2007, foi fortemente criticada pela comunidade internacional.

Washington a qualificou de “não democrática” e após as eleições proibiu a entrada nos Estados Unidos de Ortega e vários ministros e funcionários de seu governo.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), por sua vez, declarou durante sua Assembleia Geral de 12 de novembro que as eleições nicaraguenses não tiveram “legitimidade”.

“A comunidade internacional deve fortalecer seus mecanismos de pressão” para que “a Nicarágua retome o caminho da democracia”, disse o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, em 29 de novembro passado.

Para Murillo, as medidas adotadas contra a Nicarágua e outros países do mundo “não têm nada a ver com a democracia”, mas “com o egoísmo, a prepotência e a ambição de continuar dominando e subordinando o mundo”.

Ortega considera que entre os 40 detidos há “mercenários”, ao invés de opositores, que tentam destituí-lo com o apoio de Washington.

Em 19 de novembro passado, o governo Ortega pediu a retirada da Nicarágua da OEA, organismo que qualificou de “instrumento de ingerência e intervenção”, que “busca facilitar a hegemonia dos Estados Unidos”.


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