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Governo não descarta novo prazo para venda da Alitalia

MILÃO, 12 JUN (ANSA) – O ministro dos Transportes da Itália, Danilo Toninelli, afirmou nesta quarta-feira (12) que uma nova prorrogação do prazo para apresentar um plano de resgate da Alitalia, principal companhia aérea do país, não seria descartado. A última data para a estatal Ferrovie dello Stato (FS) apresentar uma oferta vinculante pela empresa é 15 de junho. De acordo com fontes citadas pela imprensa italiana, o prazo poderá ser novamente adiado, já que até o momento nenhuma solução foi encontrada. “Eu não sei. Se houver um, não seria um problema”, afirmou Toninelli ao ser questionado sobre a possibilidade de um atraso.   

O prazo anterior terminou em 30 de abril e tinha como a candidata mais forte a entrar na joint venture com a FS a Atlantia, holding da família Benetton e que atua no setor rodoviário. No entanto, hoje cedo, o grupo italiano Atlantia negou a especulação da imprensa de que fechou um acordo para se unir aos grupos privados, como a americana Delta.   

“Sobre a questão da Alitalia, a posição da empresa não mudou.   

Então as notícias de acordos presumidos, mesmo preliminares, de um eventual investimento na nova Alitalia são infundadas”, disse Giovanni Castellucci, CEO da Atlantia, em um comunicado.   

As negociações da companhia aérea também foram abordadas durante reunião realizada nesta manhã no Palazzo Chigi entre o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, o ministro do Interior, Matteo Salvini, e o ministro de Desenvolvimento Econômico, Luigi Di Maio.   

Segundo o líder do partido ultranacionalista Liga, as manifestações de interesse recebidas foram avaliadas e a questão sobre a Alitalia será “definida em breve”. A empresa está sob intervenção do governo há dois anos e é dividida entre a holding Compagnia Aerea Italiana (51%) e o grupo árabe Etihad Airways (49%). Com base nas negociações, 55% das ações seriam da FS, o que faria a Alitalia voltar a ser uma companhia de bandeira (controlada pelo Estado), já que a FS tem como acionista único o Ministério de Economia e Finanças. (ANSA)