BRASÍLIA, 3 JAN (ANSA) – O governo brasileiro convocou, na manhã deste sábado (3), uma reunião emergencial no Itamaraty, em Brasília, para discutir os ataques realizados pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
De acordo com a imprensa local, o encontro contará com a presença de diplomatas e representantes das Forças Armadas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve participar por videoconferência e solicitou atualizações completas sobre a situação.
Paralelamente, a fronteira entre o Brasil e a Venezuela foi fechada nas primeiras horas do dia, após os EUA iniciarem uma ofensiva de grande escala em território venezuelano e anunciarem a captura do presidente Nicolás Maduro.
O bloqueio ocorreu em Pacaraima, no estado de Roraima. Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram viaturas e soldados do Exército posicionados próximos ao marco fronteiriço, onde estão as bandeiras dos dois países, com cones impedindo a passagem.
Em meio à crise no país vizinho, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, conversou por telefone com seu homólogo brasileiro, Mauro Vieira, segundo a CNN Brasil, citando o próprio chanceler de Caracas.
Gil Pinto especificou que o ministro brasileiro “expressou uma firme condenação a este ato sem precedentes de agressão militar criminosa”.
O ministro venezuelano também agradeceu ao Brasil pelas manifestações de solidariedade e pela posição adotada pelo governo de Lula.
O contato entre os dois ministros ocorreu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação militar, anunciando que Maduro e sua esposa, Cilia Flores, haviam sido capturados e transferidos para fora do país.
Os ataques dos EUA provocaram reações diversas na América Latina e reacenderam o debate internacional sobre o futuro político da Venezuela. (ANSA).