Economia

Governo intensificará campanha na mídia sobre Previdência, diz Dyogo


O governo vai intensificar a veiculação de campanhas na mídia nesta e na próxima semana com o objetivo de mostrar para a sociedade os benefícios das reformas, especialmente a da Previdência, e dar uma resposta aos diagnósticos de parlamentares da base aliada segundo os quais o Planalto está perdendo a batalha da comunicação para a oposição na questão das reformas.

A afirmação foi feita nesta quarta-feira, 10, ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Dyogo Oliveira, ao ser questionado sobre o que diria aos deputados e senadores da base de apoio que tem dado declarações em público de que a oposição tem se comunicado melhor com a sociedade do que o próprio governo no que se diz respeito às reformas.

“O governo está fazendo uma ampla iniciativa de comunicação nesta semana e na próxima semana exatamente para atender a esse diagnóstico que vários parlamentares têm colocado”, informou o ministro.

Ele disse que há uma campanha de comunicação nas rádios, nos meios impressos e na televisão para explicar de fato os benefícios das reformas e desfazer os mitos. “Vamos intensificar a nossa comunicação para desfazer as falsas notícias que estão sendo divulgadas. Para isso, o governo também está agindo de maneira muito forte nessa área da comunicação para mostrar para as pessoas o que realmente muda e o que não muda”, disse o ministro.

De acordo com Dyogo, há a esperança de que a sociedade vai perceber claramente que as mudanças que estão sendo feitas são muito justificadas porque elas vão afetar aqueles que têm maiores benefícios dentro do sistema da Previdência.

Gastos discricionários

O ministro do Planejamento classificou como precipitadas as previsões que apontam a necessidade de uma queda nos gastos discricionários do governo federal. Segundo reportagem do Broadcast, essas despesas – equivalentes, em 2016, a 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) – terão de ser reduzidas a uma proporção de 3% do PIB num prazo de cinco anos, incluindo 2017, para não estourar o teto do novo regime fiscal. Em 2021, os gastos terão que ser 38,8% menores do que são hoje, o que significa um enxugamento de R$ 76,3 bilhões.

“Não vou comentar esses cálculos porque não sei como são feitos”, disse Dyogo, sem apresentar projeções do governo e argumentando que outros fatores impactarão o resultado fiscal, como o fim dos subsídios. “Estamos finalizando as projeções do orçamento para 2018. Inicialmente trabalhamos com estabilização da despesa discricionária”, afirmou o ministro em entrevista após participar da abertura da 9ª edição do Congresso Anbima de Fundos de Investimento.

Impacto positivo

Dyogo disse que o texto da reforma da Previdência, pronto para seguir para a votação no Plenário da Câmara dos Deputados, vai gerar impacto fiscal positivo e dentro da expectativa do governo. Ele disse que a aprovação de uma das dez mudanças apresentadas ao texto do relator da PEC previdenciária Arthur Oliveira Maia não altera a previsão de economia nas contas públicas da equipe econômica.

Na terça, os deputados da comissão especial aprovaram que questões relacionadas ao INSS sejam julgadas na Justiça Estadual e não na Federal, como propusera o governo. O texto do relator reduz de R$ 800 bilhões para R$ 600 bilhões a economia esperada pelo governo nos próximos dez anos, o que, segundo reportagem publicada na terça pelo Broadcast, exigirá da União maior rigor no controle das despesas.

+ Sabrina Sato aparece com micro biquíni e surpreende seguidores

+ Passageira agride e arranca dois dentes de aeromoça

“Temos esse entendimento de que questão federal, como de previdência, deve passar pela Justiça Federal. Mas decidiu-se ficar como o status quo ou seja, processos relacionados a benefícios do INSS serão julgados na Justiça Estadual e não vemos nenhum prejuízo para a reforma da previdência (..), até porque não havia um cálculo sobre o efeito dessa mudança”, afirmou.

A despeito de analistas apontarem como necessária uma mudança na regra de reajuste do salário mínimo para, por exemplo, frear crescimento das despesas previdenciárias, Dyogo afirmou que o assunto não está sendo discutido. Ele lembrou que a atual fórmula vigora até 2019. “Essa é uma regra para ser discutida em 2019. É precipitado discutir isso agora”, afirmou. “O que a gente sabe é que, sem a reforma da previdência, não tem espaço para proceder aumentos no salário mínimo mais elevados porque impacta a despesa da Previdência.”

Veja também
+ Modelo Suzy Cortez vai ao treino da Argentina dar água de seu banho a Messi
+ Policial militar mata a tiros quatro pessoas em pizzaria de Porto Alegre
+ Mãe de Eliza Samudio diz que Bruno não paga pensão e que filho do goleiro se sente culpado pelo crime
+ Deputado dos EUA sugere mudar órbita da Lua para combater aquecimento
+ Mano Brown se irrita com possível acerto do Santos com volante do Corinthians: ‘Tá tirando’
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Após processar nora, mãe de Medina a acusa de ter destruído sua casa; veja fotos
+ Conheça a eficácia de cada vacina no combate à Covid-19
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Fondue de chocolate com frutas fácil de fazer
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago