O governo dos Estados Unidos processou nesta terça-feira (24) a Universidade da Califórnia (UCLA), que acusa de “fazer vista grossa” para um suposto antissemitismo em seu campus de Los Angeles durante protestos estudantis contra Israel.
Em agosto de 2025, o presidente Donald Trump exigiu uma multa de US$ 1 bilhão do prestigiado sistema da UCLA, por supostos atos de antissemitismo.
Movido pelo Departamento de Justiça, em um tribunal federal da Califórnia, o processo pede uma indenização não especificada para funcionários judeus e israelenses da universidade, que alega terem sido submetidos a um ambiente de trabalho hostil.
“Após o massacre de 7 de outubro de 2023 em Israel, a direção da UCLA fez vista grossa e, por vezes, facilitou atos grotescamente antissemitas, e ignorou sistematicamente os pedidos de ajuda de seus próprios funcionários judeus e israelenses aterrorizados”, diz a ação.
A procuradora-geral, Pam Bondi, declarou que autoridades da UCLA supostamente permitiram que o antissemitismo florescesse no campus, prejudicando tanto alunos quanto funcionários.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, que integra o conselho diretor da UCLA, acusou Trump de “extorsão” quando o presidente fez a exigência milionária à universidade, e afirmou que o republicano tentava asfixiar a liberdade acadêmica.
A Universidade de Columbia foi o primeiro alvo da guerra de Trump contra universidades de elite, que o presidente acusa de falhar no combate ao antissemitismo durante os protestos pró-palestinos.
Columbia perdeu centenas de milhões de dólares em financiamento federal, e o direito de solicitar novas verbas para pesquisa. A universidade concordou em pagar ao governo US$ 200 milhões, e mais US$ 21 milhões para encerrar uma investigação sobre antissemitismo no campus.
Trump também exigiu da Universidade de Harvard US$ 1 bilhão, por supostamente não ter protegido adequadamente estudantes judeus durante protestos pró-palestinos.
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