Governo diz que receberá 14 milhões de doses da Pfizer até junho

SÃO PAULO, 8 MAR (ANSA) – Após recusar ofertas ao longo de 2020, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (8) que chegou a um acordo com a multinacional Pfizer para receber cerca de 14 milhões de doses de vacina anti-Covid da empresa até junho.   

Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Soligo, o acordo ocorreu durante uma reunião virtual entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o CEO da Pfizer, Albert Bourla.   

“Conseguimos praticamente uma declaração de que o acordo está fechado”, disse Guedes aos jornalistas no Planalto.   

O ministro informou que cinco milhões de doses da vacina que seriam entregues no segundo semestre foram antecipadas para os meses de maio e junho, o que totalizaria as 14 milhões de doses.   

Guedes ainda disse que espera que as 61 milhões previstas até o fim do ano sejam antecipadas para o terceiro trimestre.   

Soligo também confirmou a antecipação, o que significa que “dos nove milhões que nós tínhamos previstos, se incorporarão mais cinco milhões de doses, passando para 14 milhões” no primeiro semestre.   

A vacina anti-Covid da Pfizer, que é produzida em parceria com o laboratório alemão BioNTech, é a única no Brasil que possui o registro definitivo de uso. Porém, não há nenhuma dose em território nacional.   

Em janeiro, a empresa confirmou que fez um proposta em agosto do ano passado ao governo brasileiro para vender 70 milhões de doses da vacina, que seriam entregues a partir de dezembro de 2020. No entanto, o governo criticava as cláusulas contratuais sobre responsabilização em caso de casos adversos.   

O imunizante, porém, foi o primeiro a ser aprovado no mundo ocidental é usado amplamente no Reino Unido, nos Estados Unidos e União Europeia.   

Atualmente, o Brasil só aplica doses das vacinas CoronaVac, da Sinovac Biotech e produzida pelo Instituto Butantan, e AZD 1222 (ou Covidshield), da Universidade de Oxford e da AstraZeneca, que será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz.   

O país vive o pior momento da pandemia de coronavírus Sars-CoV-2, com mais de 11 milhões de casos confirmados e 265 mil mortes. (ANSA).