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Governo de Sinaloa condena violência em operação contra filho de El Chapo

Governo de Sinaloa condena violência em operação contra filho de El Chapo

Caminhões são incendiados em Culiacán após confrontos motivados pela operação para prender Ovidio Guzmán - AFP

O governador do estado mexicano de Sinaloa, Quirino Ordaz, condenou nesta quarta-feira (23) a forma como foi realizada a operação frustrada para deter o filho do traficante Joaquín “Chapo” Guzmán na quinta-feira passada e a violência que a mesma provocou.

“Condenamos que a operação tenha sido realizada como foi, lamentamos a situação, tudo o que ocorreu (…) nos enche de coragem e impotência”, disse Ordaz, do opositor Partido Revolucionário Institucional (PRI).

Na quinta-feira passada, em Culiacán, capital de Sinaloa, forças federais lançaram uma operação contra Ovidio Guzmán, filho do Chapo, a quem conseguiram capturar. Mas no mesmo dia, tiveram que libertá-lo depois que o cartel de Sinaloa respondeu, provocando uma batalha campal nas ruas da cidade, algo nunca visto nas décadas em que o México tem combatido o narcotráfico.

Ordaz afirmou que Sinaloa “estava tranquila, Culiacán estava em paz” e que houve avanços no combate ao estigma da violência que marca esse estado, que se estende ao longo da costa do Pacífico norte mexicano e onde nasceram os maiores narcotraficantes del país.

O governador criticou não ter sido informado da operação e destacou que tinha mantido contato com o gabinete de segurança.

Indicou, ainda, que foram enviados 400 elementos as forças federais para resguardar Culiacán e afirmou que a cidade tinha recuperado seu habitual ritmo de vida.

Na terça-feira, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, admitiu que não estava a par da operação fracassada, que desatou várias críticas, pois foi considerada uma humilhação para o Estado mexicano.

El Chapo Guzmán, que chegou a ser considerado o narcotraficante mais poderoso do mundo, foi extraditado aos Estados Unidos em janeiro de 2017.

Após um período de disputas internas, seus filhos assumiram o controle do cartel de Sinaloa, junto com seu cofundador, Ismael “El Mayo” Zambada.