O governo de Minas Gerais informou ter identificado danos ambientais decorrentes do vazamento de água e lama de duas estruturas de drenagem (sumps ou sumidouros) da mineradora Vale na cidade de Congonhas. De acordo com o governo mineiro, houve carregamento de sedimentos e assoreamento de córregos na região.
A Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) de Minas Gerais determinou que a Vale cumpra uma série de medidas emergenciais, incluindo ações de limpeza e monitoramento do curso d’água atingido. A mineradora também deverá apresentar plano de recuperação para limpeza das margens, desassoreamento e outras ações necessárias para a recuperação do córrego.
A Vale será autuada pelo governo mineiro por “intervenções que resultaram em poluição e danos aos recursos hídricos e ao meio ambiente, além de possível prejuízo à saúde e ao bem-estar da população” e por “não comunicar o acidente ambiental dentro do prazo legal de até duas horas após a ocorrência”.
O Estadão questionou a Vale sobre as autuações, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto. A prefeitura de Congonhas suspendeu os alvarás de funcionamento da Vale no município.
Os vazamentos
O primeiro vazamento ocorreu na mina chamada Fábrica, no domingo, 25.Poucas horas depois, no mesmo dia, vazou água e lama na mina Viga. Cerca de 260 mil metros cúbicos de água vazaram para rios de Congonhas.
A prefeitura de Congonhas havia informado que ninguém se feriu, o abastecimento de água da cidade não foi afetado e comunidades e vias não foram atingidas nem sofreram danos.