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Governo da Itália declara estado de emergência em Veneza

ROMA, 14 NOV (ANSA) – O governo da Itália aprovou nesta quinta-feira (14) a declaração de estado de emergência em Veneza e nas áreas do Vêneto atingidas por tempestades e inundações nos últimos dias.   

A decisão foi tomada em uma reunião do Conselho dos Ministros em Roma, presidida pelo premier Giuseppe Conte. Além disso, o governo aprovou a destinação de 20 milhões de euros para Veneza, que enfrentou na terça passada (12) sua maior inundação desde novembro de 1966.   

Na Itália, a declaração de emergência é prerrogativa do governo nacional e tem como objetivo garantir intervenções imediatas em benefício dos territórios envolvidos, sob coordenação do Departamento de Proteção Civil.   

“Deliberado pelo Conselho dos Ministros o estado de emergência para Veneza. Destinados 20 milhões de euros, os primeiros recursos para intervenções mais urgentes. Estamos trabalhando em um plano para indenizar cidadãos e comerciantes”, disse Conte no Twitter.   

Na última terça, a água na Lagoa de Veneza chegou a 187 centímetros acima de seu nível médio, cobrindo mais de 80% do solo do centro histórico da cidade. Essa foi a segunda maior marca já registrada na história, atrás apenas dos 194 centímetros marcados na inundação de 4 de novembro de 1966.   

A região do Vêneto, cuja capital é Veneza, ainda está em alerta vermelho devido ao mau tempo previsto para os próximos dias.   

Segundo o Centro de Previsões de Marés da Prefeitura, o nível da água pode subir até 145 centímetros nesta sexta-feira (15), o que já seria suficiente para alagar boa parte do centro histórico.   

Estudos apontam que a cidade, uma das joias turísticas da Itália, está ameaçada pelas mudanças climáticas e pela contínua erosão do solo lagunar, especialmente em função da passagem de grandes navios.   

Atualmente, a Prefeitura constrói o chamado “sistema Mose”, uma rede de comportas para proteger o centro histórico de Veneza de inundações. A obra começou em 2003, mas caminha a passos lentos devido a escândalos de corrupção. (ANSA)