Esportes

Governo adia edital e muda critério para o Bolsa Atleta na pandemia

Decisão de unir as edições de 2020 e 2021 é justificada pelo estado de calamidade pública causado pelo novo coronavírus, mas os atrasos nos pagamentos se arrastam desde 2017

Governo adia edital e muda critério para o Bolsa Atleta na pandemia

Marcelo Magalhães

 

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira que só lançará novo edital do Bolsa Atleta em janeiro. Com orçamento insuficiente nos últimos anos e em meio ao cancelamento de diversos eventos esportivos em 2020, devido à pandemia de Covid-19, a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania aproveitou o contexto e unificou as edições de 2020 e 2021 do programa, que oferece auxílio mensal à preparação de milhares de esportistas.

A medida, que resultará em uma economia de despesas desejada pelo presidente Jair Bolsonaro, vem após sucessivos atrasos e cortes desde 2017, ainda na gestão de Michel Temer. Na prática, as postergações nos lançamentos dos editais farão com que muitos esportistas tenham, no futuro, deixado de receber o equivalente a um ano do suporte. Atualmente, o custo anual do Bolsa Atleta é de R$ 84,2 milhões. Em 2016, era de R$ 140 milhões.

Como a crise causada pelo novo coronavírus inviabilizou diversos eventos, e os resultados obtidos no ano anterior são usados como critério para determinar quem será apoiado, muitos atletas temiam a possibilidade de não receber o auxílio em 2021. Com a “solução” encontrada pelo governo, o dinheiro cairá na conta. A definição de quem será elegível irá considerar os resultados mais recentes de competições que tenham acontecido entre 2019 e 2020.

Em uma ação que teve o apoio do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o governo buscou garantir dinheiro em conta no ciclo olímpico e paralímpico atual, de modo que os atletas tenham condições de se preparar para os Jogos de Tóquio.

Quem já foi aprovado no edital de 2019 receberá a bolsa até fevereiro de 2021. Como o próximo edital será lançado em janeiro, a previsão é de que o dinheiro comece a cair em abril, após a análise das documentações, até março de 2022. Depois, só o tempo irá dizer.

– A pandemia interrompeu o calendário de treinamentos e de competições esportivas no Brasil e no mundo ao longo deste ano. Os atletas que foram obrigados a reduzir e adaptar treinos, para proteger a própria saúde, não podem ser prejudicados. Por isso, vamos garantir a manutenção do apoio do Bolsa Atleta – explicou o secretário especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães.

Entre os atletas, houve críticas por parte de quem esperava maior mobilização em torno dos interesses do setor, mas também elogios de quem temia perder o benefício nos meses decisivos da preparação para os Jogos de Tóquio.

– Era uma grande apreensão dos atletas com quem converso, porque muitos dependem ou usam o Bolsa Atleta como complementação para se manterem não só em treinamento, mas com suas despesas diárias. Agora, ficarão mais tranquilos e poderão se dedicar cada vez mais aos Jogos Olímpicos e às competições. Foi algo muito acertado e vai trazer confiança adicional para os atletas – afirmou o carateca Douglas Brose, que tem no currículo dois ouros, uma prata e um bronze em Campeonatos Mundiais.

O Diário Oficial trouxe no mesmo dia a publicação de uma lista complementar com 109 novos atletas contemplados no edital de outubro de 2019. O número atual de beneficiados pelo Bolsa Atleta passou de 6.248 para 6.357. As 109 inclusões se referem a casos de esportistas que entraram com recurso ou que necessitaram de atualização ou complemento de documentação.

Instituído em 2005, o Bolsa Atleta é formado por cinco categorias: Base e Estudantil (R$ 370,00), Nacional (R$ 925,00), Internacional (1.850 reais), Olímpico e Paralímpico (R$ 3.100,00) e Pódio (entre R$ 5 e R$ 15 mil reais).

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