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Governadores italianos confrontam Draghi por regras anti-Covid


ROMA, 23 ABR (ANSA) – Um dia após o governo da Itália aprovar um decreto que formaliza o relaxamento das regras anti-Covid no país, governadores de diversas regiões enviaram uma carta ao primeiro-ministro Mario Draghi para realizar uma reunião emergencial sobre as medidas que entrarão em vigor.   

Os governadores de Friuli Veneza Giulia, Massimiliano Fedriga, do Vêneto, Luca Zaia, da Púglia, Michele Emiliano, e da Ligúria, Giovanni Toti, discordam de algumas regras anti-Covid, principalmente as que dizem respeito ao toque de recolher noturno e o retorno das aulas.   

“A conferência das regiões e províncias autônomas decidiu enviar uma carta ao primeiro-ministro para submeter à sua atenção as propostas prioritárias no que diz respeito às medidas a serem adotadas com o próximo decreto-lei, disponibilizando-se para uma reunião urgente antes da publicação da disposição”, diz o texto.   

Os governadores pedem a redução do toque de recolher noturno das 22h para as 23h e um cronograma mais agressivo de reaberturas, tendo em vista o retorno das atividades sociais e culturais.   

Segundo Zaia, “é preciso lógica para fazer um decreto e tudo tem que fazer sentido”, portanto, o premiê deveria verificar uma forma de fazer uma revisão no texto.   

Já Toti fala de “incoerências” que “afetam sempre as mesmas” categorias. “A confirmação do toque de recolher às 22h , a abertura de cinemas e teatros e, ao mesmo tempo, a proibição de comer em restaurante, como antes era permitido fazer na zona amarela, são decisões que, além de serem inconsistentes, afetam sempre os mesmos”.   

Emiliano, por sua vez, ressaltou que impor “toque de recolher às 22h até 31 de julho é uma medida louca, devastadora, absolutamente irracional e punitiva”.   

Além disso, os governadores protestam contra a decisão de reabrir as escolas de todos os níveis para 100% dos alunos a partir de 26 de abril. Para Fedriga, é “tecnicamente impossível” garantir 100% de frequência nas escolas, considerando a possibilidade de ocupar 50% das vagas disponíveis no transporte público”.   

Ontem (21), o novo decreto foi aprovado apesar da abstenção dos ministros do partido de ultradireita Liga, liderado pelo senador Matteo Salvini, que também não concorda com a imposição de fechamentos, toque de recolher e limitações.   

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Esta é a primeira vez que um decreto do governo Draghi não é apoiado de forma unânime por seu gabinete, que inclui partidos da esquerda até a extrema direita, o que provocou polêmica na Itália.   

Hoje, o secretário do Partido Democrático, Enrico Letta, de centro-esquerda, subiu o tom e disse que a Liga, de Salvini, “deve decidir de uma vez por todas se está no governo ou se está na oposição”. “Estar em ambos é obviamente impossível”, ressaltou.   

A ministra dos Assuntos Regionais, Matia Stella Gelmini, por sua vez, tentou amenizar a situação e garantiu que haverá exceções para as aulas presenciais e o toque de recolher não vai durar até 31 de julho.   

“É uma leitura distorcida das medidas que tomamos. Estou absolutamente certa de que em breve o toque de recolher será apenas uma má memória”, disse ela. (ANSA)

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