Os governadores Camilo Santana (PT), do Ceará, Ratinho Junior (PSD), do Paraná, e Helder Barbalho (MDB), do Pará, tiveram os celulares hackeados nas últimas semanas.
A vítima mais recente é o governador do Ceará que informou sobre o golpe por meio das redes sociais nesta quarta-feira (4). “Informo que tive meu celular invadido por hackers, que roubaram dados da agenda de contatos e passaram a enviar mensagens em meu nome tentando aplicar golpe financeiro. A polícia foi acionada de imediato e iniciou investigação para chegar aos criminosos que teriam atuação em outros estados”, escreveu o político.
… que teriam atuação em outros estados. Se você também foi vítima de algum golpe virtual deve procurar imediatamente a polícia, através do número 3101-2511 (DIP – Departamento de Inteligência Policial PCCE).
— Camilo Santana (@CamiloSantanaCE) August 4, 2021
Na segunda-feira (2), Ratinho Junior também usou as redes sociais para informar que teve o celular clonado. “Cuidado com os golpes que estão sendo aplicados. Qualquer pessoa que esteja tentando entrar em contato, cuidado, não sou eu”, alertou o governador.
Pessoal, meu celular foi clonado! Cuidado com os golpes que estão sendo aplicados. Qualquer pessoa que esteja tentando entrar em contato, cuidado, não sou eu.
— @ratinho_jr (@ratinho_jr) August 2, 2021
Já no mês passado, o alvo dos hackers foi Helder Barbalho. “Fui vítima de crime cibernético. Meu número de telefone foi clonado. Já fiz boletim de ocorrência e estou tomando as providências para resolver o problema”, escreveu no dia 20 de julho.
Boa noite, pessoal. Fui vítima de crime cibernético. Meu número de telefone foi clonado. Já fiz boletim de ocorrência e estou tomando as providências para resolver o problema.
— Helder Barbalho (@helderbarbalho) July 21, 2021
Esta não é a primeira vez que políticos relatam ter tido os celulares clonados. Em 2018, a Polícia Federal, com apoio das policias Civis do Maranhão e do Paraná, desmantelou uma quadrilha que clonava números telefônicos para aplicar golpes. Na época, vários ministros do governo de Michel Temer foram alvos dos criminosos.
O grupo, conforme a PF, se apossava das contas de WhatsApp das vítimas e fazendo-se passar pelos reais donos dos números solicitavam transferências bancárias para pessoas de suas listas de contatos.