Governador italiano é absolvido por morte de urso

TRENTO, 19 MAR (ANSA) – O governador da província autônoma de Trento, Maurizio Fugatti, foi absolvido da acusação de “abate cruel” relacionada à morte do urso M90, ocorrida em 6 de fevereiro de 2024.   

A decisão judicial foi divulgada na última quarta-feira (18), mais de dois anos do abate executado pelo Corpo Florestal de Trento após o animal ter sido considerado “perigoso” por seguir pessoas na região.   

Em declaração à imprensa, Fugatti afirmou que a absolvição “confirma claramente a plena legitimidade das ações da província”.   

“Tomamos uma decisão necessária e responsável, exercendo nossos poderes”, acrescentou ele, enfatizando que “o manejo de animais perigosos exige intervenções oportunas que estejam em conformidade com as normas vigentes”.   

O governador ressaltou ainda que seu objetivo principal é proteger a população e os agentes envolvidos nas operações, afirmando que os protocolos seguidos são reconhecidos internacionalmente.   

No mesmo dia, ativistas voltaram às ruas para protestar pela proteção de outro urso, conhecido como Papillon. A manifestação ocorreu no pátio da Casa de Julieta, um dos pontos turísticos mais visitados de Verona.   

Integrantes do grupo Centopercentoanimalisti exibiram uma faixa em defesa do animal, que durante anos tem sido mantido como prisioneiro em uma instalação na região de Trento.   

Segundo os ativistas, o local escolhido para o protesto, em frente à famosa estátua da heroína de William Shakespeare, foi estratégico devido ao grande fluxo de turistas.   

O grupo denunciou as condições de confinamento de Papillon, alegando que o animal vive há anos em cativeiro, sob tratamento com medicamentos e submetido a procedimentos invasivos, sem nunca ter atacado pessoas. Eles pedem a transferência do urso para um santuário especializado.   

Agentes da polícia italiana identificaram os manifestantes durante o ato, que ocorreu sem registro de incidentes graves.   

(ANSA).