O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu que a Justiça reverta a liberdade condicional concedida ao ex-goleiro Bruno, responsável por assassinar a parceira, Eliza Samudio. Ele foi condenado a 23 anos e 1 mês de reclusão por homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao caso, mas recebeu direito de livramento condicional em 2023.
A anulação do benefício se dá porque Bruno não teria sido localizado nos endereços indicados para assinar o termo obrigatório que formaliza a medida. A irregularidade, porém, só foi comunicada ao MPRJ três anos após a concessão de liberdade, em janeiro de 2026.
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O feminicídio na trajetória do ex-goleiro não parece um obstáculo em sua vida pública: com 320 mil seguidores nas redes sociais, ele chegou a comparecer ao Maracanã na última quarta-feira, 4, para acompanhar o jogo do Flamengo no Brasileirão.
Segundo divulgou a coluna de Ancelmo Gois no jornal O Globo, a defesa de Bruno sustentou à Vara de Execuções Penais que o relatório do Ministério Público contém erros. Segundo os advogados, a única exigência fixada pelo juízo para a concessão do livramento condicional foi a apresentação trimestral em local previamente determinado, obrigação que estaria sendo regularmente cumprida. O ex-goleiro já teria cumprido três quartos da pena de 23 anos.