A Gol divulgou nesta terça-feira, 30, a revisão de algumas de suas perspectivas para 2019 e 2020. Para margem Ebitda e Ebit, no entanto, a Gol manteve as projeções em torno de 28% e 18%, respectivamente, neste ano, e em 29% e 19% para 2020.
A estimativa para Capex líquido (investimentos) foi elevada de R$ 650 milhões para 700 milhões neste ano e de R$ 600 milhões para R$ 650 milhões no próximo).
A companhia aérea elevou as projeções para receita líquida total neste ano de R$ 12,9 bilhões para R$ 13 bilhões e a de 2020 de R$ 14,2 bilhões para R$ 14,5 bilhões.
Já a previsão para lucro por ação e lucro por ADS considerando ganhos e perdas de variação cambial foi reduzida. Para o lucro por ação, a Gol estima para 2019 valores entre R$ 1,20 e R$ 1,60, ante uma faixa de R$ 2,40 a R$ 2,80 esperada anteriormente. Em 2020, as estimativas caíram de R$ 2,80 a R$ 3,30 para R$ 1,80 a R$ 2,30.
Para o lucro por ADS, a expectativa é de valores entre US$ 0,70 e US$ 0,90 neste ano, ante uma faixa de US$ 1,30 a US$ 1,50 esperada anteriormente. Em 2020, as projeções passaram de US$ 1,70 a US$ 2,00 para US$ 1,00 a US$ 1,30.
A Gol espera maior custo operacional por assento disponível por quilômetro, excluindo despesas com combustível (CASK ex-combustível) para 2019 e 2020. A projeção passou de 13 centavos de real para 14 centavos de real para este ano e o próximo.
Também foram alteradas as estimativas para frota total, que passou da faixa de 122-125 para 124-127 em 2019 e de 125-128 para 129-131 em 2020, e frota operacional, de 117 para 119 neste ano e de 120 para 123 no próximo.
O piso da faixa prevista de oferta (ASK) foi alterado, antes era de 6 a 10% em 2019 e agora está em 7 a 10%, ao passo que o de 2020 se mantém. Na aviação doméstica em 2019 a faixa foi elevada de 2 a 4% para 3 a 4%, e em 2020, de 3 a 4% para 4 a 5%. Já no segmento internacional 2019 foi alterada de 35 a 45% para 35 a 40%, e em 2020, de 10 a 20% para 25 a 35%.
Quanto ao indicador de variação de assentos, em 2019 passou de 3 a 4% para 4 a 5%; em 2020, de 1 a 3% para 4 a 5%. O mesmo se aplica para decolagens.
Taxa de ocupação média; carga e outras receitas, despesa financeira, margem LAIR (excluindo variação cambial), e dívida líquida/Ebitda estão mantidos.