Economia

GM propõe corte de 10% no piso salarial de São Caetano do Sul; sindicato recusa


A direção da GM no Brasil propôs um corte de 10% no piso salarial dos trabalhadores da fábrica de São Caetano do Sul, informou nesta segunda-feira, 28, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva, conhecido como “Cidão”. A redução seria de R$ 1.780 para R$ 1.600 e valeria apenas para os novos contratados.

A proposta foi feita na quinta-feira, 24, ao sindicato, que, por sua vez, a apresentou na manhã desta segunda-feira aos funcionários da fábrica. Cidão afirma que a redução do piso é “inegociável”, porque esta questão já foi discutida no ano passado com os executivos da empresa.

O valor que a GM pede em São Caetano é o mesmo proposto para os trabalhadores da fábrica de São José dos Campos. Lá, no entanto, o corte seria de 30%, pois o piso atual é de R$ 2.300.

A proposta de redução do piso está entre os 22 pedidos feitos pela GM à fábrica de São Caetano do Sul, seis a menos que para São José.

Entre os principais pedidos feitos a São Caetano estão o fim da estabilidade para trabalhadores que ficarem doentes em razão do trabalho, fim do transporte fretado e congelamento do PLR (participação em lucros e resultados).


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Segundo Cidão, há itens que podem ser negociados para alterar algumas cláusulas do atual acordo coletivo, que vai até 2020. Ele, no entanto, não quis adiantar caminhos possíveis, pois antes precisa analisar com cuidado todos os pedidos com os trabalhadores e as demais lideranças do sindicato. Por enquanto não há nenhuma reunião marcada com a GM.

Nesta manhã de segunda, executivos da GM se reúnem com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, para negociar a proposta que foi apresentada na semana passada.

As negociações ocorrem uma semana depois de a empresa distribuir um comunicado aos funcionários das duas fábricas ameaçando deixar o Brasil caso não voltassem a dar lucro em 2019, após três anos seguidos de prejuízo. O atual plano de investimento da empresa no Brasil, de R$ 13,5 bilhões, acaba em 2020.

Para iniciar um novo ciclo, a montadora pede sacrifícios dos trabalhadores, dos fornecedores e das concessionárias, e busca socorro com o governo estadual. Nesta segunda-feira há também uma reunião da empresa com o secretário da Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles.

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