Jornalista Gloria Steinem, ícone do feminismo nos EUA, morre aos 92 anos

Escritora, jornalista e ativista, ela foi uma das maiores referências do movimento feminista norte-americano

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A renomada escritora, jornalista e ativista Gloria Steinem, uma das maiores referências do movimento feminista norte-americano, morre nesta quarta-feira (2), aos 92 anos, em sua casa em Nova York. A notícia foi confirmada por familiares e pelos canais oficiais da Gloria Foundation nesta quinta-feira (3).

  • Gloria Steinem morre aos 92 anos, deixando um legado de luta pela igualdade de gênero e pelos direitos das mulheres.
  • A ativista era considerada uma das vozes mais influentes do feminismo contemporâneo nos Estados Unidos.
  • Sua fundação pediu doações em seu nome, e figuras como Hillary Clinton prestaram homenagens à pioneira.

“Gloria Steinem faleceu serenamente em sua casa na cidade de Nova York, cercada por alguns dos muitos que a amavam”, diz a publicação da fundação. “Os quase 100 anos de vida de Gloria foram bem vividos, e ela continuou lutando pela igualdade até o fim.”

Steinem é considerada uma das vozes mais influentes do feminismo contemporâneo nos Estados Unidos, combinando atuação política, jornalismo e militância em defesa da igualdade de gênero e dos direitos das mulheres, incluindo o direito ao aborto e a educação sexual.

Qual o legado de Gloria Steinem?

“Seu maior dom era a capacidade de ouvir os outros – de fazê-los sentir-se vistos e ouvidos”, afirmou o texto divulgado pela fundação, ressaltando que suas palavras, ações e exemplo ajudaram muitas pessoas a viver de maneira mais autêntica.

Em seus últimos anos, Steinem dedicou-se à convivência e à escrita. Em sua residência em Nova York, ela recebia centenas de convidados para os chamados “Talking Circles”, encontros que, segundo a fundação, ela acreditava que continuariam mesmo depois de sua morte.

Os últimos projetos da ativista

Entre seus últimos projetos, a ativista deixou o livro “An Unexpected Life” (Uma Vida Inesperada), além do compromisso de transformar sua residência em um espaço voltado a movimentos de justiça social.

A fundação lembrou uma frase frequentemente citada por Steinem: “O bater de asas pode mudar o clima a centenas de quilômetros de distância”. Em sua homenagem, a organização pediu que, em vez de flores, admiradores que desejassem prestar tributo fizessem doações para a Gloria Foundation.

A morte de Steinem também provocou homenagens de importantes figuras políticas dos Estados Unidos. A ex-secretária de Estado Hillary Clinton descreveu a ativista como uma pioneira cujo “ativismo estava enraizado no otimismo”.

“Ela escancarou portas não apenas para si mesma, mas literalmente para milhões de mulheres que vieram depois dela”, afirmou Clinton. (Da IstoÉ com ANSA)