Há cerca de três meses à frente do Jornal Nacional, César Tralli deixou os Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, para ancorar o telejornal diretamente de Juiz de Fora (MG), cidade duramente afetada pelas chuvas intensas e pelos deslizamentos que já provocaram 43 mortes. No município de Ubá, o número de vítimas fatais chegou a seis. O jornalista iniciou a cobertura no local na quarta-feira, 25.
Logo na abertura da edição, Tralli destacou a gravidade do cenário e ressaltou os impactos da tempestade na estrutura urbana da região. Ele explicou que estava ao vivo do Parque Burnier, apontado como um dos bairros mais atingidos pelos temporais que atingem a Zona da Mata mineira desde o início da semana.
Durante a transmissão, o apresentador atualizava as informações diretamente do terraço de uma residência, estratégia adotada por segurança. Segundo ele, a chuva forte ao longo da tarde deixou as ruas tomadas por lama e barro, dificultando até mesmo a locomoção a pé. Do ponto mais alto, ainda foi possível observar o trabalho contínuo das equipes de resgate na área afetada.
Tralli também descreveu a dimensão dos estragos, relatando que, conforme informações da Defesa Civil, ao menos 12 casas foram soterradas e praticamente desapareceram sob a grande quantidade de lama acumulada na região.
Em conversa com Marcos Cosme, da GloboNews, que também acompanhava a situação em Juiz de Fora, o âncora contou que o acesso ao bairro atingido foi complicado por conta dos bloqueios nas vias. Ele explicou que a equipe precisou interromper o trajeto do carro de reportagem e seguir de táxi até conseguir chegar ao Parque Burnier, com a ajuda do motorista.
O jornalista ainda relatou momentos de tensão durante a cobertura, quando a chuva voltou a cair com intensidade. Com o solo já encharcado, a água começou a invadir as ruas, e moradores orientaram a equipe a deixar o local rapidamente. Diante do risco, eles buscaram abrigo em uma escola municipal que havia sido adaptada para receber desabrigados.
César Tralli do jeito mais puro, dando as caras no Jornal Nacional: o de repórter, no meio do acontecimento. É sua essência de carreira.
Aliás, dentre os homens, ele é o primeiro titular do JN que teve carreira consolidada fora das luzes do estúdio.
pic.twitter.com/olZcG8LopE— Danilo Assis (@eudanassis) February 25, 2026