A Jade de “O Clone”, a Dora de “Viver a Vida” e a Helô de “Salve Jorge”: essas foram apenas algumas das personagens que moldaram a pessoa que Giovanna Antonelli é hoje. Prestes a completar 50 anos, a atriz — que interpretou alguns dos papéis mais marcantes da televisão brasileira — afirma que deseja continuar se reinventando.
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“Eu me sinto muito grata pela trajetória que construí até aqui. Foram muitos anos de trabalho, de dedicação e de paixão pela arte de contar histórias”, conta em entrevista à IstoÉ Gente. “Cada projeto trouxe aprendizados importantes e, o mesmo tempo, sempre busquei expandir minha atuação para além da dramaturgia, empreendendo, criando projetos e explorando novos caminhos”, continua.
“Hoje olho para trás com gratidão e para frente com muita vontade de continuar me reinventando.”
Reflexiva, Antonelli explica que é impossível falar sobre sua trajetória sem considerar a inspiração de pessoas para seu sucesso. “Mulheres fortes da minha família, profissionais incríveis com quem trabalhei, amigas que admiro profundamente. Sempre aprendi muito observando trajetórias de mulheres que tiveram coragem de seguir seus próprios caminhos”, considera.

Giovanna Antonelli – Foto: Vinicius Mochizuki
Dona de uma carreira na atuação que soma quase três décadas, além de diversos projetos pessoais, Giovanna acredita que, talvez, a luz da vida de alguém seja você mesmo.
“A gente também precisa se tornar a própria referência. Quando a gente passa a confiar na própria voz, nas próprias escolhas e na própria história, a nossa vida ganha outra dimensão.”
Lançamento do “ELAS”
Em comemoração à sua nova fase e ao Dia Internacional da Mulher, a artista lança neste sábado, 7, o “ELAS: Empreendedoras, Livres, Autênticas e Sonhadoras”, que segue com programação no Suhai Music Hall também no domingo, 8. O evento de empreendedorismo é voltado ao público feminino, e tem como propósito ajudá-las a se verem como protagonistas de suas próprias histórias.
Segundo a artista, o projeto nasceu do desejo de aplicar suas experiências em algo concreto, capaz de impactar outras vidas de forma direta. Experiente, ela confessa que enfrentou diversos desafios até chegar onde está hoje, mas afirma não descartar nenhuma de suas vivências.
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“Durante muitos anos, através das minhas personagens e também da minha trajetória pessoal e profissional, eu recebi milhares de mensagens de mulheres dizendo que se sentiam inspiradas de alguma forma. Isso sempre me tocou muito”, afirma.
“Eu sou uma mulher que sempre buscou se reinventar, aprender, evoluir, empreender e me desafiar. Ao longo da vida enfrentei muitas transformações, mudanças de rota, medos e decisões importantes”, desabafa.
“A ideia [do ‘ELAS’] é compartilhar isso de forma honesta, mostrando que transformação não é um conceito abstrato — ela acontece na prática, nas atitudes e nas decisões do dia a dia. Um convite para que cada mulher reconheça sua potência e assuma o protagonismo da própria história”
Além de incentivar o público feminino, o evento também tem o propósito de estimular consciência social. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontaram que 2025 foi o ano com o maior número de feminicídios no Brasil desde 2015, com 1.470 mortes. Segundo o registro, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia ao redor do país.
“É um evento pensado para despertar consciência, estimular coragem e mostrar que é possível construir novas realidades quando a gente se conecta com quem somos de verdade e com aquilo que queremos.”
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*Estagiária sob supervisão