Entre caos e poesia: cantora Gioli apresenta álbum que transforma surtos em música

Com contribuições de Lary, Clau, Lukinhas e Ayla, 'Baseado Em Surtos Reais' reúne nove faixas que mergulham em vivências pessoais e inaugura estética pop mais intensa da artista

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Cantora Gioli apresenta álbum que transforma surtos em música. Foto: Divulgação.

A cantora e compositora Gioli lança, no dia 12 de dezembro, à 00h, o álbum “Baseado em Surtos Reais”, o projeto mais visceral, sincero e emocional de sua carreira. Com nove faixas inéditas, a artista apresenta ao público um mergulho profundo em sua transição da adolescência para a vida adulta, num trabalho que traduz amadurecimento, intensidade, confusão e a coragem de expor fragilidades reais.

O disco nasceu de forma orgânica, quase espontânea, a partir de experiências, crises internas e anotações íntimas que Gioli escrevia ao longo de um ano inteiro, reunidas no bloco de notas do celular. Entre as frases que serviram de ponto de partida estavam “não sei se dá pra sonhar e ser feliz” e “baseado em surtos reais”, que acabaram definindo o espírito do álbum. Segundo a artista, o conceito central do trabalho está em assumir que “todo sentimento, em excesso, vira um surto”, e que aprender a lidar com essas tempestades internas faz parte do processo de se tornar quem se é. “A gente tenta controlar, mas em algum momento transborda. No fundo, atire a primeira pedra quem nunca teve surtos”, afirma.

O lançamento marca uma fase de amadurecimento artístico e pessoal. Gioli explica que este é o primeiro projeto em que realmente se permitiu desnudar sentimentos profundos, sem filtros. “É quase um diário dos últimos anos. Amadureci muito rápido e, em muitos momentos, sozinha. Esse álbum é um desabafo, uma carta baseada em surtos reais. É o mais visceral que já fiz”, confessa. Essa entrega intensa também exigiu coragem: “Quando você chama seu álbum de ‘baseado em surtos reais’, precisa colocar 100% de si ali, sem medo de parecer sensível ou exagerada.”

‘Exausta’: a faixa que condensa o espírito do álbum

A faixa de destaque do projeto é “exausta”, escolhida por traduzir exatamente o ponto de ruptura que permeia o álbum. A música nasceu de forma despretensiosa, escrita inicialmente durante uma madrugada, até ganhar força com a colaboração da compositora Jenni Mosello, que trouxe punchlines e um speedflow que completaram a narrativa. A produção tem influências da sonoridade de “Carnificina”, de Luísa Sonza, com baixo e guitarra que conferem à faixa um clima sarcástico e libertador. “Essa música é quase um esculacho pra todo mundo que vacilou comigo. Toda vez que ouço sinto um peso saindo das minhas costas. Quero que as pessoas sintam uns três minutos de liberdade”, diz Gioli. O audiovisual segue a mesma energia — debochada, irônica e cheia de personalidade.

Processo criativo natural, visceral e coletivo

O processo criativo do álbum foi leve e natural. Muitas das músicas já estavam praticamente prontas quando a equipe percebeu que todas conversavam entre si. Pela primeira vez, Gioli abriu espaço para colaborações na composição, dividindo o processo com artistas como Lary, Clau, Lukinhas, Jenni Mosello e Ayla, além de manter faixas solo como “bateria social” e “perrengue”. A artista destaca também a importância de trabalhar com produtores de São Paulo, algo que sempre desejou. “Algumas músicas traduziram sentimentos que nem eu tinha entendido até ouvir. Foi transformador.”

Com sonoridade marcada pelo pop urbano, o álbum, – que tem produção musical de Lucas Vaz em colaboração com We4, e Master e Mix de Marcelinho Ferraz / Head Media – também representa uma mudança estética. Gioli experimenta novas texturas, flows mais livres e influências de artistas como Amy Winehouse, Billie Eilish e Carol Biazin, mantendo um fio condutor de sinceridade emocional. Visualmente, a estética do projeto reflete um espaço mental — introspectivo, às vezes caótico, às vezes solar — onde pensamentos circulam como pequenas explosões internas. “Nem sempre o surto é explícito. Às vezes estamos tranquilos por fora e desabando por dentro”, explica. O audiovisual da faixa “adrenalina” deve evidenciar esse conceito.

Expectativas para o lançamento e planos futuros

Às vésperas do lançamento, Gioli confessa estar tomada pela ansiedade e empolgação. “Estou mostrando lados meus que nunca mostrei antes, cantando gêneros novos e trazendo referências que sempre quis. Entreguei minhas verdades, medos e vulnerabilidades.” Para o dia do lançamento, as ações estarão voltadas principalmente para o digital — espaço onde a artista tem crescido de forma expressiva —, com conteúdos interativos e experimentações com o público nas ruas.

O que ela mais deseja é que o disco cause alívio em quem ouvir pela primeira vez. “Quero que percebam que tá tudo bem ser vulnerável, que nem sempre vamos ser gigantes. Tá tudo bem surtar. Todo mundo precisa ser sensível.”

Para 2026, Gioli já planeja shows e uma nova fase ao vivo: “Quero um show pelo menos 90% autoral, encontrar o público que tem se identificado comigo e explorar novos lugares.” Quanto ao futuro pós-álbum, ela afirma que pretende seguir sem medo. “Quero continuar transformando sentimento em arte. Este projeto fechou ciclos e abriu novos.”

Confira o pré-save clicando aqui.

 

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