O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, ironizou o sotaque do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), durante entrevista ao programa JR Entrevista, da Record, na última quarta-feira, 22. Ao ser questionado sobre a inclusão de Zema no Inquérito das Fake News, o magistrado afirmou que o político fala um “dialeto próximo do português” e comparou sua fala ao tétum, idioma do Timor-Leste.
“Muitas vezes a gente não entende. Estava imaginando que ele fala uma língua do Timor-Leste, um tétum ou coisa assim. Mas, de qualquer forma, daquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria e a Polícia Federal apreciem”, declarou o ministro.
Gilmar Mendes zomba do sotaque de Romeu Zema ao comentar a inclusão do ex-governador no inquérito das Fake News: “Ele fala uma língua lá do Timor-Leste”. pic.twitter.com/8BwTvvqYXt
— Fernanda Salles (@reportersalles) April 23, 2026
O pedido de inclusão de Zema no inquérito foi motivado pela publicação de um vídeo em que o ex-governador utiliza teatro de fantoches e tecnologias de deep fake para satirizar ministros da Corte, sugerindo trocas de favores entre magistrados.
Além disso, o lançamento da pré-campanha presidencial de Zema apresentou um plano de governo com foco central na luta contra o STF e na reforma do Judiciário, referindo-se frequentemente aos ministros como “os intocáveis”.
Reação de Zema
Em resposta às declarações, Romeu Zema afirmou nesta quinta-feira, 23, em agenda em Goiás, que sente orgulho de suas origens e que a zombaria do ministro estende-se a “milhões de mineiros”. O ex-governador rebateu as críticas atacando a composição do tribunal, afirmando que o Supremo estaria “repleto de corrupção”, e classificou o episódio como um desrespeito à cultura do estado de Minas Gerais.