O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou saída do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta quarta-feira, 25. Segundo comunicado oficial, ele deixará o posto de secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo para focar na articulação das disputas eleitorais de 2026.
A decisão foi divulgada por meio de uma publicação nas redes sociais na qual Kassab teceu elogios a Tarcísio, reiterando apoio à gestão feita em São Paulo.
“A partir de agora, estarei junto de nossos militantes, diretórios, vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e pré-candidatos, no projeto de preservar o Estado de São Paulo no rumo certo, sob o comando do governador Tarcísio, e de levar aos brasileiros uma proposta de governo e de País, através do nosso candidato a presidente da República.”
Kassab explicou que as “intensas atividades nos campos partidário e eleitoral no calendário político de 2026, com eleições para presidente, governadores, senadores e deputados” tornam o cargo de secretário de governo “incompatível” com sua demanda política.
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Aliados, Kassab e Tarcísio já trocaram farpas
No final de janeiro, Kassab sugeriu que Tarcísio precisava deixar clara a diferença entre gratidão política e submissão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o presidente do PSD, desde o início da gestão, o governador teria adotado uma postura de respeito a Bolsonaro, a quem classificou como “um grande líder”, mas precisava avançar na construção de uma identidade própria. “Uma coisa é gratidão, reconhecimento, lealdade; outra coisa é submissão”, disse em entrevista ao UOL.
Ao rebater as críticas, Tarcísio reiterou que “sabe de onde veio” e que reconhece a importância que Bolsonaro teve em sua trajetória. Ele relembrou que passou três anos dizendo que “apoiaria o candidato de Bolsonaro” e que, como ele escolheu o filho (o senador Flávio Bolsonaro), caminharia com ele.
A troca de farpas ocorreu na esteira da desistência de Tarcísio de disputar a Presidência da República neste ano. Kassab havia manifestado publicamente apoio e entusiasmo com a eventual candidatura do aliado, mas Tarcísio recuou da ideia após o ex-presidente Jair Bolsonaro indicar Flávio como seu sucessor na corrida ao Palácio do Planalto.