Gilberto Gil e Gilsons se apresentarão em festival na Itália em julho

PERUGIA, 4 FEV (ANSA) – O cantor Gilberto Gil, um dos maiores nomes da história da música popular brasileira, e o trio Gilsons se apresentarão na edição de verão do festival Umbria Jazz, na Itália, no dia 10 de julho.   

O show ocorrerá na Arena Santa Giuliana, em Perugia. Os ingressos estarão disponíveis a partir de 6 de fevereiro.   

Segundo o Umbria Jazz, Gil não é apenas uma das maiores lendas da MPB, que ele ajudou a elevar a níveis de excelência artística, mas também um ícone da música mundial.   

Ao longo de sua carreira, o artista baiano demonstrou um talento singular para transformar temas do cotidiano ? da política à vida familiar ? em canções.   

Musicalmente, Gil conseguiu unir as tradições brasileiras, especialmente as da Bahia e de matriz africana, com sonoridades contemporâneas como rock, pop e reggae.   

Esse processo de “internacionalização” da cultura brasileira ganhou força nos anos 1960 com o movimento Tropicalista, ao lado de nomes como Caetano Veloso, Gal Costa e Os Mutantes, e se expandiu durante o exílio de seus principais expoentes na Europa, imposto pela ditadura militar.   

Figura de raro carisma no cenário da música mundial, Gilberto Gil é reconhecido por sua generosidade artística e por performances que mesclam samba, reggae, afrobeat, rock, funk e tradições folclóricas, frequentemente emocionando o público do Umbria Jazz.   

Em sua última passagem por Perugia, o músico dividiu o palco com filhos e netos, todos artistas atuantes como músicos, cantores, compositores e arranjadores.   

Antes de sua participação no Umbria Jazz, Gil retornará à Itália para duas apresentações com o espetáculo “Gilberto Gil em Concerto”, em Roma, em 6 de abril, e em Milão, dois dias depois, para celebrar mais de 60 anos de uma das carreiras mais importantes da música brasileira.   

Já os Gilsons, trio formado em 2018 por José Gil, Francisco Gil e João Gil, filho e netos de Gil, representam uma continuidade geracional, tendo em vista que o grupo mantém viva a herança musical do patriarca, mas com forte identidade própria, incorporando à tradição baiana do samba e da bossa nova à influências contemporâneas como rap, funk e pop. (ANSA).