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Giammattei assume presidência da Guatemala prometendo combater pobreza e corrupção

Giammattei assume presidência da Guatemala prometendo combater pobreza e corrupção

Alejandro Giammattei em coletiva na Guatemala, em 13 de janeiro de 2020 - AFP

O médico de direita Alejandro Giammattei assumiu a Presidência da Guatemala, nesta terça-feira (14), em substituição ao impopular Jimmy Morales, com a promessa de atacar a corrupção e conter os altos índices de pobreza.

Giammattei, 63 anos, foi empossado como 51º mandatário da Guatemala pelo novo presidente do Congresso, o governista Allan Rodríguez, em um ato solene no Centro Cultural Miguel Ángel Asturias da capital.

Assistiram à cerimônia os presidentes Iván Duque, da Colômbia; Lenin Moreno, do Equador; Nayib Bukele, de El Salvador; Juan Orlando Hernández, de Honduras; Laurentino Cortizo, do Panamá; e Danilo Medina, da República Dominicana.

De caráter forte, Giammattei ganhou notoriedade como diretor de prisões públicas entre 2006 e 2007. Na campanha, prometeu combater a pobreza, algo que ele diz “conhecer de perto” e que espera reduzir para 25% até 2032.

A pobreza afeta 59,3% dos 15 milhões de habitantes da Guatemala e é um dos fatores que impulsionam a migração ilegal de milhares de guatemaltecos a cada ano para os Estados Unidos.

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Para atingir seus objetivos, Giammattei aposta no Plano Nacional de Inovação e Desenvolvimento, que tem como pilares a economia, competitividade e prosperidade, desenvolvimento social, governança e segurança.

O presidente terá o desafio de retomar a luta contra a corrupção que Morales não foi capaz de liderar.

O presidente cessante foi eleito em 2015, quando o país atravessava uma crise devido a revelações de uma fraude aduaneira liderada pelo então presidente Otto Pérez (2012-2015), o que gerou a rejeição popular dos políticos tradicionais.

Pérez renunciou em setembro de 2015, quatro meses antes de seu mandato terminar. Está preso e aguarda julgamento.

Alheio à política e conhecido por suas atuações na televisão, os guatemaltecos viam em Morales a pessoa que atacaria a corrupção, mas sua gestão foi caracterizada por uma verdadeira batalha com a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (Cicig).

Dirigida pelo ex-juiz colombiano Iván Velásquez, a Cicig ajudou o Ministério Público a descobrir o caso de Pérez e outros processos que envolveram Morales e seus familiares, além de empresários poderosos considerados intocáveis.

Morales, ao denunciar que a Cicig estava excedendo suas funções, recusou-se a pedir à ONU uma extensão do mandato da missão, que fechou suas portas em setembro passado, após 12 anos de trabalhos.

Giammattei, que também foi apontado pela Cicig por um massacre de prisioneiros durante sua gestão das prisões, não se opôs à interrupção da missão.

Segundo Giammattei, a “maldita e repugnante” corrupção “roubou” a segurança, emprego, educação, saúde e “até os sonhos” dos guatemaltecos, disse ele à AFP no ano passado.

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