Comportamento

Ghislaine Maxwell mandava na mansão de Epstein, diz ex-funcionário

Ghislaine Maxwell mandava na mansão de Epstein, diz ex-funcionário

Ghislaine Maxwell pode ser condenada à prisão perpétua por traficou de menores para fins sexuais em colaboração com seu empregador Jeffrey Epstein, que cometeu suicídio na prisão em 2019 - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos


Ghislaine Maxwell controlava até os mínimos detalhes da mansão de Jeffrey Epstein em Palm Beach e se comportava como a “dona da casa”, testemunhou nesta quinta-feira (2) um ex-funcionário durante o julgamento da britânica por tráfico sexual.

Juan Alessi, que trabalhou como administrador na casa do bilionário Epstein durante os anos 1990, revelou ao júri no julgamento, realizado em Manhattan, que Maxwell instituiu um número “tremendo” de regras, incluindo o aviso para evitar contato visual com o financista.

“‘Nunca olhe nos olhos dele, olhe para o outro lado da sala e responda'”, teria ouvido de Maxwell o ex-funcionário, que trabalhava na propriedade em Palm Beach, Flórida.

“Lembre-se que você não vê nada, você não ouve nada, você não fala nada, exceto para responder a uma pergunta dirigida a você”, dizia um manual de instruções para funcionários que foi exposto na audiência.

O folheto de 58 páginas, datado, foi produzido depois da saída de Alessi em 2002, mas o ex-funcionário se lembra de ter visto uma versão anterior com conteúdo semelhante.

“NUNCA revele as atividades ou o paradeiro do Sr. Epstein ou da Sra. Maxwell a ninguém”, dizia o manual.

Antes da chegada de Epstein à mansão, os funcionários tinham que seguir uma série de instruções, por exemplo, garantir que uma arma fosse colocada em uma gaveta da mesa lateral no quarto do financista falecido.

Vestida com uma roupa totalmente preta, Maxwell, 59, ouviu o testemunho de Alessi durante o julgamento, no qual ela se declarou inocente de seis acusações de tráfico de menores com fins sexuais. Se condenada, ela pode pegar prisão perpétua.

Alessi também se lembra de ter visto na residência duas garotas aparentemente menores de idade, de 14 ou 15 anos, incluindo uma que testemunhou no início desta semana sob o pseudônimo de “Jane”.

O ex-funcionário afirmou que conheceu Jane em 1994, quando ela visitou a propriedade com a mãe.

Ele também contou que a buscou na escola.

Esses detalhes parecem corroborar com o depoimento de Jane, que lembra que um homem “latino-americano” a buscou. Alessi é originalmente do Equador.

Alessi também se lembra de ter visto Jane embarcar em um avião em Palm Beach com Epstein, Maxwell e o cachorro desta última, Max.

Jane, que agora é adulta, detalhou ao júri como Epstein a sujeitou a abusos sexuais durante anos, desde que ela tinha 14 anos. Ela disse que Maxwell estava frequentemente presente e às vezes participava dos atos sexuais.

A defesa começará a interrogar Alessi nesta sexta-feira.

Os advogados de Maxwell insistem que sua cliente é o bode expiatório de Epstein, cuja morte na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento, foi considerada suicídio.


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