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Geotécnico diz que Vale sabia do excesso de água em barragem

Peter Robertson, especialista em Geotécnica, afirmou que a Vale tinha ciência do excesso do volume de água, um dos fatores que contribuiu para o acidente. “Eles sabiam e estavam tomando medidas para resolver isso. A empresa também estava adotando outras soluções para aumentar a estabilidade da barragem.” Outro motivo de surpresa na análise, segundo Robertson, foi o alto teor de ferro nos rejeitos, o que tornou o material mais pesado. Além disso, os estudos indicaram a presença de cimentação, que tornou materiais mais frágeis e menos resistentes.

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Outro fator considerado foi a técnica de construção e ampliação da barragem. O trecho inicial da estrutura, construída a partir de 1976, continha características técnicas que impediam a drenagem pelo seu pé. Com isso, a combinação de rejeitos pesados e, ao mesmo tempo, frágeis, a falta de drenagem adequada e características técnicas do projeto criaram condições de instabilidade, deixando o local suscetível a pequenos eventos sucessivos que poderiam funcionar como gatilho para o colapso.

Sobre o teor de ferro e cimentação, Robertson também isentou a Vale. “O rejeito estava enterrado, não havia como saber. Hoje, sabemos mais sobre a barragem do que a Vale na época.”

Painel

Um painel de especialistas contratados pela Vale concluiu que a barragem de Brumadinho se rompeu quando os rejeitos sofreram súbita e rápida perda de resistência, no processo conhecido como “liquefação estática”. Investigações policiais já apontavam a liquefação como principal hipótese para o colapso de janeiro, que deixou 257 mortos e 13 desaparecidos. Segundo o grupo de experts, problemas na construção da estrutura também contribuíram para o rompimento.

Para os especialistas, o rompimento ocorreu por deformações na estrutura da barragem. Eles apontaram ainda redução de resistência em determinadas áreas, por causa da infiltração das chuvas fortes que haviam caído na região nos dias anteriores à tragédia.

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